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Pulverizadas milhares de casas na província do Kwanza-Norte

André Brandão|Ndalatando

A todo, 4.416 casas de Ndalatando vão ser pulverizadas com insecticidas numa campanha, começada há uma semana, para eliminar bactérias causadoras de malária e reduzir o número de mortes pela doença.

Um ângulo da cidade de Ndalatando onde está em curso um programa de combate ao paludismo que tem causado muitas mortes
Fotografia: Jornal de Angola

A todo, 4.416 casas de Ndalatando vão ser pulverizadas com insecticidas numa campanha, começada há uma semana, para eliminar bactérias causadoras de malária e reduzir o número de mortes pela doença.
A iniciativa é da Consaúde, em coordenação com o governo provincial do Kwanza-Norte. A par da campanha de pulverização, decorrem, em todos os municípios, acções de combate ao lixo, distribuição de mosquiteiros impregnados e expansão dos testes de diagnósticos e tratamento da doença.
A Consaúde, contratada em Fevereiro, pelo governo provincial, desenvolve trabalhos de fumigação nas ruas e em bairros considerados mais endémicos, como o de Tala-hady e Carreira de Tiro.
Flávio Costa, coordenador do projecto, disse, ao Jornal de Angola, que além deste tipo de trabalho, a empresa desenvolve acções de esclarecimento junto da população sobre a malária, formas de combater os charcos e o lixo e a importância do uso de mosquiteiros impregnados com insecticida de longa duração. A fumigação, que abrange os dez municípios de forma faseada, está agora a ser feita nas áreas mais endémicas da província, Cazengo, Golungo Alto, Ngonguembo, Cambambe e Lucala.
Samba Cajú, Kiculungo, Bolongongo, Ambaca e Banga, afirmou o coordenador do projecto, vão beneficiar do programa de fumigação a partir de Maio.
Para esta actividade foram formados 45 agentes, que trabalham, neste momento, na fumigação e no controlo do vector transmissível da malária, com a aplicação de insecticida dentro das casas.

Outras acções de combate

As autoridades sanitárias locais estão a desenvolver uma série de acções para diminuir os casos de malária, como a formação de técnicos e da população sobre, entre outros aspectos, promoção da saúde baseada na informação, educação, comunicação, distribuição, uso de mosquiteiros impregnados com insecticida de longa duração e a execução da nova terapia associada ao Cuartém. 
A população do Kwanza-Norte está utilizar novos produtos para combater focos de mosquitos, como o bio-larvicidas e bio-ratos, totalmente inofensivos a pessoas e animais domésticos, podem ser utilizados na água potável, cacimbas, lagoas e charcos.O programa pretende diminuir o número de mortes por malária e doenças causadas por ratos.
Além da luta contra os mosquitos, disse Flávio Costa, há o combate aos roedores que causam doenças, como a leptoxipirose, que, às vezes, passam despercebidas por terem sintomas semelhantes aos da malária, como dores de cabeça e articulares e febres, não acusando geralmente nas análises de gota espessa.

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