Províncias

Quase centena e meia de camponeses recebeu crédito agrícola de campanha

Kátia Ramos| Ndalatando

Ao todo, 145 camponeses do Luinha, Golungo-Alto, beneficiaram, na quinta-feira, de um crédito agrícola de campanha, de 45 milhões de kwanzas, financiado pelo Banco de Comercio e Indústria (BCI), com um prazo de reembolso de dez meses.
O crédito agrícola, criado para combater a fome e reduzir da pobreza nas zonas rurais, foi lançado pelo presidente do Conselho de Administração daquela instituição, que, na ocasião, entregou, igualmente, catanas, enxadas, limas, moto-bombas, pulverizador, sementes industriais e uma carrinha para escoamento dos produtos.

Agricultores das aldeias da província do Kwanza-Norte estão mais animados com o apoio recebido e acreditam em boas colheitas
Fotografia: Nilo Mateus| Ndalatando

Ao todo, 145 camponeses do Luinha, Golungo-Alto, beneficiaram, na quinta-feira, de um crédito agrícola de campanha, de 45 milhões de kwanzas, financiado pelo Banco de Comercio e Indústria (BCI), com um prazo de reembolso de dez meses.
O crédito agrícola, criado para combater a fome e reduzir da pobreza nas zonas rurais, foi lançado pelo presidente do Conselho de Administração daquela instituição, que, na ocasião, entregou, igualmente, catanas, enxadas, limas, moto-bombas, pulverizador, sementes industriais e uma carrinha para escoamento dos produtos.
O município do Luimba, a 24 quilómetros da sede do Golungo-Alto, tem 269 famílias, que vivem, essencialmente, do campo, 128 das quais associadas em 26 cooperativas. O lançamento desta campanha foi possível graças a uma orientação superior, disse o presidente do Conselho de Administração do banco, recordando que antes das últimas eleições no país, os camponeses eram os que menos beneficiavam do sistema bancário, apesar da sua importância na estrutura económica do país.
Os preços dos produtos nos mercados locais, frisou o responsável, devem ser justos e ao alcance dos camponeses para os poderem adquirir para a alimentação.
Simão da Costa, 46 anos, camponês há mais de 30, um dos beneficiários, que recebeu, entre outros instrumentos de trabalho, uma moto-bomba e sementes, prometeu tudo fazer para aumentar a produção.
Maria de Nazaré Miguel, que além de camponesa, exerce igualmente o professorado, afirmou que o crédito chegou em boa altura, já que se está na fase em que as hortícolas começam a ser plantadas.
"Com as sementes de cebola, repolho, alho e de tomate penso que vamos poder trabalhar sem sobressaltos", referiu.
O administrador municipal do Golungo-Alto, Cirilo Mateus, agradeceu a iniciativa do banco, frisando que se trata de uma acção de combate à fome e pela redução da pobreza, que beneficia 50 camponeses da localidade do Luinha. A luta de combate à pobreza, disse, é um compromisso do Executivo angolano e um dos maiores desafios na edificação de uma economia sustentável no país.
Cirilo Mateus exortou os que ainda não aderiram ao credito agrícola a fazê-lo e disse aos já beneficiaram que utilizem os kits para os fins desejados para aumentarem os níveis de produção e de rendimento para no final conseguirem reembolsar os valores adquiridos. 

Tempo

Multimédia