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Quiculungo a caminho de um século

Silvino Fortunato | Ndalatando

Quiculungo, sede do município com o mesmo nome, celebra hoje 98 anos, como vila.
A vila, situada a cerca de 140 quilómetros a norte da cidade de Ndalatando, na maior região florestal da província, é detentora de um clima húmido, que faz da região grande produtora de café, mandioca, feijão e bata-doce. Animais selvagens de grande, médio e pequeno porte são também abundantes.

Várias infra-estruturas de impacto social estão a ser reabilitadas e construídas
Fotografia: Silvino Fortunato

Quiculungo, sede do município com o mesmo nome, celebra hoje 98 anos, como vila.
A vila, situada a cerca de 140 quilómetros a norte da cidade de Ndalatando, na maior região florestal da província, é detentora de um clima húmido, que faz da região grande produtora de café, mandioca, feijão e bata-doce. Animais selvagens de grande, médio e pequeno porte são também abundantes.
Até 1975, funcionavam na vila de Quiculungo três bancos e uma repartição de finanças - hoje inoperantes - justificados pelo potencial económico que o município do Quiculungo ostentava.

Investimentos

Nos últimos anos, o município conheceu alguma ascensão, com a reconstrução e construção de infra-estruturas sociais.  As ruas da vila recebem trabalhos de remoção de solos e sobras de asfalto colocado no tempo colonial. A seguir vai ser colocado alcatrão.
Para chegar à sede de Quiculungo usam-se as vias de terra batida, que a ligam aos municípios da Banga, Bolongongo e Samba Cajú.
Num investimento do Executivo e do governo provincial, as estradas estão a ser preparadas, há três anos, para serem asfaltadas.

Acções em curso

 Um sistema de abastecimento de água potável, um outro de iluminação pública e um posto médico são inaugurados hoje. Já este ano, a vila passou a ter uma nova escola, com dez salas. O administrador local disse, ao Jornal de Angola, que há muitos avanços em termos de desenvolvimento social e económico do município, tendo em conta os investimentos que têm sido feitos, sobretudo nos sectores da saúde, educação, obras públicas, energia e água e agricultura.

Educação e saúde

Na vila há seis escolas de carácter definitivo. Os desafios que se colocam, agora, a nível de ensino, afirmou João Quintas, são os da substituição de 34 unidades escolares de carácter precário, construídas no período de guerra, para poder inserir mais crianças no sistema normal de ensino.
A estratégia da administração de construir escolas com cinco salas em algumas aldeias garante o acesso ao ensino de todas as crianças residentes na vila e nas aldeias circunvizinhas. “Não temos crianças fora do sistema de ensino”, garantiu o administrador.
O sector da saúde debate-se com problemas da falta de enfermeiros para poder garantir a total cobertura sanitária do município do Quiculungo, que dispõe de três postos de saúde e de um hospital. Ao todo, 12 profissionais de enfermagem garantem o atendimento.

Projectos em carteira

O administrador  do Quiculungo garantiu que, no quadro do programa de aumento e melhoria da oferta de serviços sociais básicos à população, a localidade vai contar, nos próximos tempos, com mais infra-estruturas, ligadas aos sectores da Saúde e da Educação.

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