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Quiculungo é requalificado em breve

Manuel Fontoura | Ndalatando

As ruas da sede municipal de Quiculungo, no Cuanza Norte, vão beneficiar, nos próximos tempos, de novo asfalto, passeios e postos de iluminação pública, no quadro das obras de requalificação, anunciou ontem o governador provincial.

Ruas e passeios da sede de Quiculungo entram em obras para melhorar a imagem da região
Fotografia: André Brandão | Anbaca-Edições Novembro

José Maria dos Santos referiu que a requalificação vai abranger os seis quilómetros das ruas da vila de Quiculungo, localidade que fica cerca de 140 quilómetros a Norte de Ndalatando.
“O Executivo Central tem já traçado um programa de reabilitação dos 38 quilómetros de Samba Caju à sede municipal de Quiculungo e de outros 11 quilómetros até a vila de Bolongongo”, disse o governante, que visitou no domingo Bolongongo e de Quiculungo. “As duas vilas municipais vão beneficiar, dentro dos próximos cinco meses, de uma linha de fornecimento de energia eléctrica a partir da subestação do sector de Pambos de Sonhe (Samba Caju), cujos trabalhos de colocação dos postes para a transportação dos cabos tiveram já início”. A par disso, o município de Bolongongo vai contar ainda com um Hospital Municipal, construído de raiz, com valências técnicas e equipamentos. Além dos serviços gerais, o hospital vai dispor de morgue, incineradora e banco de sangue, serviços que o actual centro de saúde, com capacidade para 52 camas, ainda não dispõe. O centro de saúde de Bolongongo presta serviços de urgência, pediatria, pequenas cirurgias, à mulher grávida e à criança, internamentos de doentes de medicina geral e pediatria e análises clínicas.
Diariamente, o centro de saúde atende cerca de 70 doentes e, pelo menos cinco são internados por causa de problemas relacionados com a malária, doenças respiratórias e diarreicas agudas e febre tifóide.
No ano passado, registaram-se 7.581 casos de malária, 313 de doenças diarreicas agudas, respiratórias agudas, com 16, e 332 de febre tifóide. O director municipal da Saúde do Bolongongo, José Hote, disse ontem que, para a diminuição dos casos de malária, as autoridades locais realizam regularmente uma série de actividades que contemplam palestras sobre a prevenção da doença.
“As autoridades criaram um grupo de interacção junto às comunidades, de formas a sensibilizar e realizar consultas comunitárias, com maior realce para aquelas que não dispõem de postos de saúde”. Com 12.764 habitantes, Bolongongo necessita urgentemente de pelo menos mais três médicos e 26 técnicos de saúde. O município dispõe de um técnico superior, três técnicos médios e cerca de 17 auxiliares de enfermagem e de outras especialidades de medicina interna, pediatria, ginecologia e obstetrícia.

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