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Quiculungo já tem energia eléctrica

Marcelo Manuel | Quiculungo

Pela primeira vez, desde a sua ascensão à categoria de vila em 1913, os habitantes do município de Quiculungo, no Cuanza-Norte, passam a contar com o fornecimento de forma ininterrupto de energia eléctrica.

Quatro postos de transformação garantem energia na região
Fotografia: Marcelo Manuel | Edições Novembro | Quiculungo

A consumação do acto foi feita por meio de um ramal sustentado pela subestação eléctrica de Pambos de Sonhy, em Samba Caju, e que é amparado por uma linha com 145 postes de betão, numa extensão de 14 quilómetros.
O projecto, suportado pelos cadernos de encargos do Governo Cuanza-Norte, teve início a 4 de Janeiro de 2017 e terminou em Dezembro último.
Para o efeito, a distribuição de energia em Quiculungo está a ser desenvolvida por meio de quatro postos de transformação de 630 KVA, transportada por um total de 30 quilómetros de cabos, em três linhas.
Dados apurados pelo Jornal de Angola referem que o projecto suporta na sua estrutura    116 milímetros quadrados de condutores híbridos, feitos de alumínio e ferro, além de três para raios, enquanto o total de potência disponível é de 2.5 MVA. Até a sua execução final o projecto prevê beneficiar mais de 30 mil cidadãos.  O projecto   alcançou, numa primeira fase, um total de 700 ligações domiciliares, das 1.500 previstas.

Satisfação da população
O soba geral de Quiculungo, Tito Zangala, disse estar satisfeito com a criação do projecto, tendo avançado  a possibilidade de o consumo de energia permitir o desenvolvimento dos sectores do comércio, agricultura, indústria e hotelaria.
Caiacala Feliciano, funcionário público, considera a chegada da energia eléctrica a Quiculungo “uma bênção”.
O governador do Cuanza-Norte, José Maria Ferraz dos Santos, sublinhou que o mu-nicípio vive uma fase peculiar da sua história, pois durante muitos anos a população local recorreu a geradores, velas e lamparinas para iluminar as casas.
Sobre a melhoria das vias de acesso dos municípios do norte da província disse estar a ser intervencionado o troço entre Samba Cajú e Quiculungo e depois até ao Bolongongo. Já no que toca a Ngonguembo, José Maria dos Santos alegou que a obra também já foi adjudicada, mas que por dificuldades financeiras o empreiteiro parou com a sua intervenção. Chamado a pronunciar-se sobre surgimento da banca,  o governador, disse que o importante é dar um passo de cada vez.
A administradora do Quiculungo, Ana Paula Rosário, frisou que o surgimento da energia eléctrica vai reduzir os índices de criminalidade e vandalismo .

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