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Raiva está a matar pessoas na província

Kátia Ramos| Ndalatando

Pelo menos 20 pessoas morreram na província do Cuanza Norte, desde o início do ano, vítimas de mordeduras de cães contaminados com o vírus da raiva, afirmou em Ndalatando o chefe de departamento Provincial do Instituto de Veterinária, João Alfredo.

Autoridades sanitárias estão preocupadas e prometem realizar campanhas de vacinação
Fotografia: Nilo Mateus | Ndalatando

Para conter esta onda de mordeduras, os serviços veterinária estão a promover, desde o passado dia 5, em Ndalatando, uma campanha de vacinação dos animais domésticos, através da qual foram já foram vacinados mais 450, entre cães, gatos e macacos.
João Alfredo explicou que, por se tratar de um problema de saúde pública, foi criada uma comissão interministerial para aplicação do Plano Nacional de Contingência e Emergência Contra a Raiva. A nível da província, os grupos de vacinadores envolvidos estão a trabalhar com base na lei de sanidade animal.
A província está a registar um grande aumento de casos de mordedura por animais com o vírus da raiva e os serviços de saúde pública alistaram mais de 150 casos de mordedura por cães e macacos não vacinados, o que provocou a morte a 20 pessoas, enquanto as restantes foram tratadas atempadamente.
As mortes por mordeduras, alertou João Alfredo, derivam do facto dos pacientes procurarem tratamento demasiado tarde.
Para o evitar, qualquer pessoa que seja mordida deve lavar a ferida com abundante água e sabão, e logo de seguida procurar os serviços de saúde, para receber os primeiros socorros. “Temos estado a passar a informação de como as pessoas devem proceder assim que são mordidas, mas, infelizmente, os indivíduos chegam aos serviços de saúde dez dias depois da mordedura, o que torna impossível o agente de saúde salvar-lhes a vida, porque o vírus já circula em todo o corpo”, explicou.
Em função do quadro actual, as autoridades sanitárias estão envidar esforços de modo a salvar vida de mais pessoas e lembrou que a campanha de vacinação anti-rábica, é  importante para a saúde de todos. Apesar dos esforços que têm sido feitos, João Alfredo admitiu que actualmente não é possível cobrir toda a extensão da província e as zonas rurais, devido ao mau estado das vias secundárias e terciárias. Apesar disso, prevê, para os próximos tempos, que sejam vacinados mais de dez mil animais, a julgar pelo trabalho que os técnicos de saúde e o pessoal treinado vão fazendo, com realce para as zonas onde antes não era possível chegar.

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