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Reabilitação do Mucoso abrange outras infra-estruturas

Marcelo Manuel | Cambambe

A reabilitação do perímetro irrigado do Mucozo, com 500 hectares, situado a cinco quilómetros da cidade do Dondo, província do Kwanza-Norte, vai abarcar a revitalização de infra-estruturas sociais, como escolas e postos de saúde, para além da inserção de 2.700 famílias camponesas, constatou o Jornal de Angola.

Estão a ser reabilitadas e construídas moradias para os quadros e outras infra-estruturas de impacto social
Fotografia: Manuel Fontoura | Ndalatando

A reabilitação do perímetro irrigado do Mucozo, com 500 hectares, situado a cinco quilómetros da cidade do Dondo, província do Kwanza-Norte, vai abarcar a revitalização de infra-estruturas sociais, como escolas e postos de saúde, para além da inserção de 2.700 famílias camponesas, constatou o Jornal de Angola.
A informação fora foi prestada durante uma visita de trabalho do ministro da Agricultura, Pedro Canga, que disse que o programa vai privilegiar a reconstrução das casas da população local.
O ministro da Agricultura afirmou que, após a sua reabilitação, o perímetro irrigado do Mucoso vai estar vocacionado para a produção de hortícolas e citrinos, com vista a aumentar e melhorar a dieta alimentar da população e abastecer a indústria transformadora do município de Cambambe, como o caso da fábrica de bebidas “Vinelo”, em vias de reabilitação.
Em função da previsão de uma elevada produção, o ministro salientou que constam do projecto a construção de uma cadeia de frio para a preservação dos produtos agrícolas e piscícolas, constituída por vários contentores, para além da construção de naves para a criação de aves.  De acordo com um dos responsáveis pela área de projectos, engenheiro José Maria Abrantes, as obras começaram em Agosto passado e o fim da primeira fase está previsto para Outubro próximo. As obras estão orçadas em 14 milhões de euros.
 
 Especificidade do projecto
 
O projecto de reabilitação do perímetro irrigado do Mucoso tem como objectivo a instalação de um sistema de rega gota a gota, para uma superfície de 500 hectares, tem como componentes principais a constituição de um sistema de captação e distribuição de rega, constituído por quatro electro-bombas com capacidades de 450 metros cúbicos de água por hora, suportadas por 90 quilowatts de energia, projectadas a partir do rio Kwanza.
 Segundo a maqueta do projecto ao qual o Jornal de Angola teve acesso, a produção de hortaliças vai ocupar uma extensão de 106 hectares, 112 para o cultivo de ananás e manga e 168 para citrinos. Os talhões vão ter caminhos primários com oito metros de largura, para a passagem de camiões e tractores, os secundários vão ter seis metros de largura.
 
 
  

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