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Reposta energia eléctrica em Ndalatando

André Brandão | Ndalatando

A Empresa Nacional de Electricidade (ENE) na Kwanza-Norte já restabeleceu o fornecimento de energia eléctrica ao bairro Popular e em parte da Posse, em Ndalatando, depois dessas zonas terem ficado mais de uma semana sem luz.

Algumas pessoas fazem instalações eléctricos nas residências de forma inadequada sem seguir os princípios de protecção de modo a evitar curto-circuitos que podem danificar a rede de um PT
Fotografia: Nilo Mateus

A Empresa Nacional de Electricidade (ENE) na Kwanza-Norte já restabeleceu o fornecimento de energia eléctrica ao bairro Popular e em parte da Posse, em Ndalatando, depois dessas zonas terem ficado mais de uma semana sem luz.
O corte, que durou vários dias, deveu-se a uma avaria registada no transformador de 630 KVA, que abastece essas zonas.
O chefe do departamento de distribuição da ENE, Luís Coxe, referiu que o novo transformador instalado tem a mesma potência que o anterior, podendo abastecer cerca de três mil casas, sem quaisquer restrições. A Empresa Nacional de Elécticidade  (ENE) está, nesta altura, a fazer desgastes de carga, acompanhamento da linha de fornecimento, nivelamento do consumo de energia e a separar alguns dos bairros, que dependiam deste posto de transformação (PT), para evitar outras avarias.
O posto do bairro Popular abastecia também o Camungo, 28 de Agosto, uma parte da Posse e outra de Quipata. Actualmente, estas localidades estão a ser transferidas para o PT-6 e um outro posto do bairro Azul.
O responsável referiu que o novo posto está, numa primeira fase, a fornecer energia eléctrica apenas ao bairro Popular, a uma parte da zona do Matadouro e outra da Quipata e na zona da escola católica Dom Bosco.
A ENE tomou várias medidas para que o transformador não volte a queimar. Entre elas constam o melhoramento dos cabos de forças, que transportam a energia para o quadro geral, a colocação de fusíveis de protecção, com capacidade para suportar qualquer tipo de curto-circuito ou até mesmo sobrecarga.

Maior fiscalização

Luís Coxe disse que qualquer funcionário da ENE deve ser também um fiscal quando faz um trabalho numa determinada residência, dando conselhos e indicando as soluções possíveis.
Algumas pessoas fazem instalações eléctricas nas residências de forma inadequada, sem seguir os princípios de protecção que evitam curto-circuitos, que podem danificar a habitação e a rede de um PT. O objectivo da ENE, segundo explicou, é dar energia à população, para que ela possa desenvolver as suas actividades. “Mas, algumas pessoas insistem em não pagar a luz eléctrica e vandalizam a rede com puxadas anárquicas”, lamentou.
Na perspectiva de Luís Coxe as pessoas devem procurar os balcões da área comercial da ENE para legalizar a energia que consomem e evitarem cortes e sanções.

Distribuição sem restrições

Em termos de distribuição, a ENE tem instalada, na linha de 15 KV da cidade, cerca de 3.2 Mega Watt, o que permite uma subida para 10 MW. “Isto significa que, nesta área, já não há restrições no abastecimento de energia”, disse, para anunciar a construção de um novo Posto de Seccionamento (PS).

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