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Saúde no Cuanza Norte reforça prevenção

Manuel Fontoura | Ndalatando

Os serviços sanitários da província do Cuanza Norte aumentaram as medidas prevenção e de esclarecimento sobre as formas de combater a febre-amarela, disse, na terça-feira, em Ndalatando, o director provincial da Saúde.

Sector da Saúde redobrou a vigilância dos casos com a sintomatologia que apontam para a possibilidade de existência da febre-amarela
Fotografia: Nilo Mateus

Manuel Duarte Varela esclareceu que o sector da Saúde na província tem implementado com intensidade a vigilância activa dos casos sugestivos que tenham a sintomatologia que apontam a possibilidade da existência de febre-amarela.
Em caso de suspeita, referiu, colhem-se as amostras de sangue e de seguida enviam-se para  Luanda para se confirmar se se trata efectivamente da doença.
O director provincial da Saúde disse que neste momento se aguarda pelos resultados das amostras enviados para Luanda, recordando que até a presente data foram identificados, com sinais da doença, 11 indivíduos suspeitos de terem contraído a febre-amarela.
Dos 11 casos suspeitos, quatro foram identificados no município de Cambambe, três do Golungo Alto, dois de Lucala e outros dois de Cazengo, sede municipal da província do Cuanza Manuel Duarte Varela esclareceu que os pacientes que apresentavam sintomas da febre-amarela permaneceram internados durante três dias e, neste momento, já receberam alta, embora os técnicos da saúde continuam a segui-los, conforme orientação da Direcção Nacional da Saúde.
Para evitar a propagação da doença, o director provincial da Saúde disse que a estratégia passa pelo combate a larva de mosquito e acrescentou que para o efeito existe no terreno uma equipa local com assessoria cubana que trabalha directamente com Direcção Provincial da Saúde.
“Iniciámos o trabalho no terreno nos bairros da Vieta e Hoje-ya-Henda. O processo se entenderá a outras zonas consideradas de risco, principalmente onde há muita água estagnada e lixo acumulado”, salientou. Também foi lançada uma campanha de fumigação que abrange todos os bairros, que é feito todos os dias, a partir das 17h00, além de as autoridades sanitárias continuarem a sensibilizar a população para colaborar no combate ao lixo, águas paradas, prevenção dentro de casa com o uso de mosquiteiros, repelentes  e insecticidas.
As campanhas de esclarecimento são também desenvolvidas nas escolas, mercados e em locais de maior concentração de pessoas.
O director Provincial da Saúde explicou que para a prevenção da febre-amarela deve-se igualmente reforçar a capacidade de resposta das unidades sanitárias, sendo que a província precisa de mais doses de vacinas, embora ter reconhecido serem ainda ínfimas os casos suspeitos registados.
A febre-amarela é actualmente um dos principais problemas de Saúde Pública que o país enfrenta, dai os apelos para as medidas de prevenção serem respeitadas pela população.

Terapeuta desaconselha


O director nacional para a formação da Câmara Profissional dos Terapeutas de Medicina Tradicional, Natural, Alternativa e não Convencional em Angola desencorajou ontem, no Lubango, os seus associados a atenderem e internarem pacientes com suspeita de febre-amarela.
Miguel Catengue disse à Angop ser necessário que os responsáveis de centros naturais tenham a noção e a responsabilidade da doença. “Quando um terapeuta  depara com um doente com febre-amarela deve imediatamente aconselhar o mesmo a dirigir-se ao hospital convencional, no sentido de evitar problemas, visto que a febre-amarela não se trata com plantas”.
A medicina tradicional não possui ainda uma lógica de tratar a febre-amarela, uma vez que a sua acção está entregue a convencional e se existir instituições que são controlados pela sua instituição as mesmas devem ser responsabilizadas, explicou Miguel Catengue, que acrescentou que os técnicos devem pautar por um espírito de profissionalismo e não aceitarem apenas dinheiro, sendo que está a imagem da instituição e de outros que exercem a actividade com rigor e serenidade.As as autoridades sanitárias da Huíla registaram este ano 41 casos suspeitos da febre-amarela, que causaram a morte de oito pessoas.
A Câmara Profissional dos Terapeutas de Medicina Tradicional, Natural, Alternativa e não Convencional em Angola tem mais de três mil filiados.

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