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Sector da Saúde com falta de técnicos

João Silva | Lóvua

As autoridades sanitárias da comuna do Lóvua, na Lunda-Norte, estão preocupadas com a falta de médicos e enfermeiros naquela localidade, o que obriga as populações a percorrerem longas distâncias em busca de assistência médica, disse o responsável do único posto médico da circunscrição.

A malária é uma das doenças que têm estado a preocupar as autoridades sanitárias locais
Fotografia: Dombele Bernardo |

Henriques Afonso esclareceu que no centro existe apenas um médico e dois enfermeiros, o que é insuficiente para dar resposta às exigências actuais, tendo em conta o inúmero de casos que ali chega.
“Temos encontrado grandes constrangimentos no sector a nível da comuna, no que concerne ao atendimento das camadas mais vulneráveis, como crianças e mulheres grávidas”, salientou.
Para resolver esta situação, pediu às entidades competentes para reforçarem o centro com mais cinco técnicos de enfermagem e um médico de clínica geral, de modo a assegurar o bom funcionamento do único posto médico.
Na localidade, a assistência médica fica muito aquém das expectativas, mas o chefe do único posto de saúde acredita em dias melhores e, para isso, apelou ao bom senso dos 12.500 habitantes da comuna, no sentido de cooperaram com as autoridades sanitárias.  O posto médico dispõe de uma ambulância que tem servido para o transporte de doentes das aldeias distantes da sede comunal. Os casos mais graves são evacuados para o Dundo, que fica a cerca de 80 quilómetros.
Em termos de fármacos, o chefe do posto médico Henriques Afonso disse não haver problemas, uma vez que o abastecimento tem sido regular e o que existe em stock é suficiente para dar resposta aos problemas diários. Henriques Afonso salientou que a situação epidemiológica na região está controlada, apesar de a malária continuar a constar da lista das doenças que têm estado a preocupar as autoridades sanitárias locais, além das doenças respiratórias, diarreicas agudas e sarampo, que afectam as crianças.
O posto médico, desprovido de capacidade de internamento, assiste por dia a cerca de 20 pacientes da comunidade com diversas patologias, com destaque para a malária e doenças diarreicas.

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