Províncias

Tango precisa de postos de saúde

Marcelo Manuel | Tango

A falta de postos de saúde nos sectores de Songue, Languemena e Zaca é a maior preocupação das autoridades administrativas da comuna do Tango, 45 quilómetros a Sudeste da sede municipal de Ambaca. O baixo número de efectivos da Polícia Nacional também é preocupante.

Vista parcial da comuna do Tango que precisa com urgência de várias infra-estruturas
Fotografia: Nilo Mateus | Tango

O administrador do Tango, Inocêncio Domingos, em declarações ao Jornal de Angola frisou que a comuna se depara igualmente com problemas ligados ao mau estado das vias de acesso que ligam os seis sectores da sede comunal, que, clamam por trabalhos de terraplanagem urgentes.
A situação agrava-se quando chove e fica mais difícil o escoamento dos produtos do campo para os principais pontos de comercialização.
A comuna do Tango tem um único posto de saúde, situado na sede comunal, que funciona com um enfermeiro para 9.924 habitantes, distribuídos em seis sectores e 27 bairros. Para melhorar a assistência médica na região, o administrador destacou a necessidade da construção de pelo menos mais seis postos de saúde e a contratação de oito enfermeiros.
Em relação ao sector da segurança deu a conhecer que a Polícia Nacional tem quatro efectivos, insuficientes para as manobras operativas que se exigem nas diversas comunidades do Tango.
A comuna do Tango tem uma nova escola primária com seis salas, dois gabinetes, igual número de casas de banho, inauguradas pelo governador Henrique André Júnior.
O coordenador comunal do sector da Educação disse que a escola tem capacidade para 630 alunos, em três turnos.
A comuna conta com 60 professores, 15 escolas e 2.014 alunos, matriculados no presente ano lectivo. O governador provincial do Cuanza Norte entregou uma casa para alojar professores. O sector agro-pecuário no Tango emerge aos poucos e neste momento tem 23 fazendas pecuárias, com 700 cabeças de gado bovino.
A criação de animais de médio e pequeno porte, como cabritos, porcos e galinhas, é base alimentar e da vida económica da população.
O programa de desenvolvimento rural e combate à pobreza permitiu, no presente ano agrícola, o cultivo de 40 hectares, destinados às cooperativas do sector do Sonhi, Zaca e Tango.

Tempo

Multimédia