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Taxistas pedem novo estacionamento

André Brandão | Ndalatando

A mudança do antigo parque de embarque e desembarque de passageiros do bairro Azul para a zona do Miradouro, município de Cazengo, província do Kwanza-Norte, deixou agastados os taxistas, lotadores, passageiros e vendedores por sentirem, agora, a falta de clientes.

Novo parque de desembarque e embarque de passageiros nos arredores de Ndalatando
Fotografia: Nilo Mateus |

Pouca segurança no local, fraca iluminação pública e saneamento básico débil, constatou o Jornal de Angola.
Apesar do novo parque encontrar-se numa área bem estruturada, com casas ao longo da via e um bairro fronteiriço, os taxistas, vendedores e outros utentes do transporte público realçaram a necessidade do seu melhoramento pela administração municipal do Cazengo.
Para Filipe Machado, taxista, a mudança do parque de embarque e desembarque de pessoas trouxe mais desvantagens do que vantagens, por não terem sido acautelados serviços como iluminação pública, segurança e abastecimento de água. Isso resulta na fuga dos clientes daquele local.
“Os passageiros queixam-se regularmente de ameaças de bandidos ao longo da travessia do caminho-de-ferro até ao novo parque”, disse, acrescentando que o actual parque precisa de um policiamento adequado.
Filipe Machado recordou que no antigo parque os taxistas carregavam até de madrugada e o único receio das pessoas eram os atropelamentos, por se situar junto à Estrada Nacional (EN) 230.
Domingos Pinto Gongo, também taxista em Ndalatando, apontou, contudo, as vantagens do novo parque, nomeadamente a diminuição dos riscos de atropelamentos ou acidentes entre carros durante a manobra na EN 230. “Embora mais lentamente, os clientes aparecem e consigo lotar a minha viatura”, referiu, antes de pedir que se instalem no local postos de iluminação pwública e o reforço da presença policial.
O lotador de viaturas António da Costa sugeriu à administração um outro lugar para servir de parque ao longo da Estrada Nacional, considerando que o anterior estava em melhores condições. “Ali havia iluminação, o que nos permitia lotar as primeiras viaturas, porque os passageiros chegavam sem qualquer dificuldade”, referiu.
Passageiros como Domingos Bernardo enfrentam sérias dificuldades para chegarem mais cedo ao novo parque porque a falta de segurança facilita a acção dos delinquentes.
“Está difícil fazer negócio no novo parque de embarque e desembarque por falta de passageiros no local, já que no antigo sítio, além das pessoas que pretendiam viajar, havia, também, as que passavam pela paragem do bairro Azul por outras razões”, referiu ao Jornal de Angola a quitandeira Deolinda António, desiludida com a quebra do seu negócio.

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