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Técnicos explicam às mães vantagens do leite materno

Kátia Ramos | Ndalatando

Palestras subordinadas ao tema “aleitamento materno” estão a ser ministradas desde o princípio do passado mês de Setembro às parturientes e grávidas dos municípios do Golungo Alto, Lucala e Banga, no Kwanza-Norte, com o objectivo de dar a conhecer as vantagens do leite materno no crescimento dos bebés até aos dois anos.

Palestras subordinadas ao tema “aleitamento materno” estão a ser ministradas desde o princípio do passado mês de Setembro às parturientes e grávidas dos municípios do Golungo Alto, Lucala e Banga, no Kwanza-Norte, com o objectivo de dar a conhecer as vantagens do leite materno no crescimento dos bebés até aos dois anos.
A supervisora local do Programa de Atenção Integral da Infância, Domingas João Bento, enalteceu em Ndalatando, as qualidades do leite materno e disse que é o mais apropriado para os recém nascidos, pelo facto de possuir proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água, elementos necessários para a vida saudável do bebé.
“O leite materno fornece à criança fósforo e inteligência”, disse a técnica, acrescentando que amamentar é um acto natural e que constitui a melhor forma de alimentar, proteger e estabelecer o laço afectivo entre o bebé e a mãe.
O leite materno também fortalece o sistema imunológico da criança, protegendo-a contra as doenças: “o leite do peito protege o bebé das doenças e infecções frequentes, particularmente na infância, como vómitos, alergias, diarreia, pneumonia, bronquites e meningites”, disse Domingas João Bento.
O vínculo afectivo sólido entre a mãe e o bebé, explicou, facilita o desenvolvimento da criança, o seu relacionamento com as outras pessoas, melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes.
Entre outras vantagens, referiu que amamentar ajuda a mãe a queimar calorias, o que leva a mulher a adquirir o seu peso normal após o parto, permite a rápida regeneração do útero, protege-a do cancro da mama, para além da protecção do cancro do ovário e da osteoporose, doença que leva ao enfraquecimento dos ossos.
A supervisora provincial do Programa de Atenção Integral da Infância sublinhou que durante e após a gravidez, a mulher deve  seguir as orientações médicas. Caso contrário corre o risco de adquirir  enfermidades como a anemia.
“As mulheres que amamentam demoram mais tempo a ter menstruações, por isso, as suas reservas de ferro não diminuem com a hemorragia mensal,”, disse, realçando que a amamentação é mais económica para as famílias.
A supervisora recomendou às mães e grávidas a alimentarem os bebé exclusivamente com o leito do peito até ao sexto mês e que após este período a amamentação deve ser complementada com outros alimentos.
Explicou também que durante os primeiros meses de vida o bebé não tem um horário próprio para mamar, por isso “a mãe deve dar-lhe o peito sempre que for necessário, e o bebé deve mamar até se sentir saciado”. Domingas João Bento informou que todas as mães devem lavar cuidadosamente as mãos antes de amamentarem os bebés.
 “O leite materno é forte e muito bom, funciona como uma verdadeira vacina, prevenindo a criança de muitas doenças”, conclui Domingas Bento.

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