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Trabalhos estão parados há sete anos

Marcelo Manuel | Quiculungo

O administrador municipal de Quiculungo denunciou, ontem, em Ndalatando, que o programa de asfaltagem de troços secundários que ligam Samba Caju, Banga Quiculungo e a comuna do Terreiro, em Bolongongo, foi abandonado pela empreiteira, há mais de sete anos. por razões desconhecidas.

Estradas em péssimas condições inviabiliza o desenvolvimento do município
Fotografia: Dombele Bernardo

Gaspar João Quintas esclareceu que que as obras continuam paralisadas, numa altura em que a empresa responsável para  levar avante os trabalhos de melhoria das estradas já abandonou o estaleiro de serviço.
O administrador, Gaspar joão, informou que  o projecto para a requalificação do asfalto da vila sede é da responsabilidade do Governo central, consignado no programa de asfaltagem de troços secundários.
Mas, para atenuar a situação, fez saber que a administração vai aproveitar o tempo seco para trabalhar na reabilitação do troço Samba Caju-Quiculungo, numa extensão de 47 quilómetros.
Enquanto isso, os habitantes da do município do Quiculungo sentem-se agastados com o estado de degradação do troço, em terra batida, que liga o município de Samba Cajú às localidades de Banga, Quiculungo e Bolongongo, numa extensão de 105 quilómetros.
O péssimo estado em que se encontram as vias é apontado pelos habitantes como um dos principais factores para o fraco progresso social e económico da região.
Alguns munícipes disseram ao Jornal de Angola que a ausência de asfalto nas principais vias de comunicação, situação agravada pela distância que separa as referidas localidades de Ndalatando, capital da província do Cuanza Norte, contribui para a fuga de quadros da região. A par disso, acreditam que muitos empresários têm evitado fazer grandes investimentos por aquelas paragens, por causa da situação das estradas que não atrai muitos negócios.
O agricultor António dos Santos Tita referiu que o incentivo da produção agrícola e empresarial de uma determinada região passa necessariamente pela boa qualidade das estradas.
A mesma opinião é defendida por Jorge dos Santos, ao afirmar que é preciso que se façam mais investimentos para acabar com os problemas que as estradas da localidades ainda atravessam.
“Por causa das condições das estradas, os meus familiares não me vêem há muito tempo”, lamentou o munícipe natural de Luanda e residente no município de  Quiculungo há dez anos. Acrescentou que a situação é mais delicada no tempo chuvoso, tendo apontado a quebra de molas, rótulas, pneus, como os principais danos registados nas viaturas que arriscam circular por aquelas vias.
A par das vias de acesso, outra situação que aflige os moradores do município de Quiculungo tem a ver com a degradação do velho asfalto e dos passeios das principais ruas, ruelas e travessas da vila sede.
A nível do município de Quiculungo, fissuras em edifícios e algumas ravinas são visíveis em muitas esquinas, situação que, na opinião dos moradores locais, ofuscam as diversas realizações do governo e entidades privadas, principalmente aquelas ligadas à recuperação de infra-estruturas.
Segundo informação da Administração Municipal de Quiculungo a construção do asfalto data da década de 1960.

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