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Turismo ganha novo impulso no Cuanza Norte

André Brandão | Ndalatando

O sector do Turismo a nível da província do Cuanza Norte vai ganhar uma nova dinâmica, nos próximos dias.

Membros da associação das agências de viagem constataram os activos turísticos que a província do Cuanza Norte dispõe
Fotografia: Nilo Mateus | Cuanza-Norte | Edições Novembro

Este foi o desejo manifestado por representantes de agências de viagens, operadores turísticos, seguradoras, entre outros serviços, dispostos a ajudar o governo local em matéria de divulgação, desenvolvimento de projectos e comercialização de pacotes para os diferentes destinos turísticos da região.
Num encontro de cortesia com o vice-governador para o sector Económico, Henrique de Sousa e Sacramento, em Ndalatando, a presidente da Associação das Agências de Viagens e Operadores Turísticos de Angola (AAVOTA), Catarina de Oliveira, disse que a visita dos membros da associação ao Cuanza Norte consta do plano de acção traçado para o biénio 2017/2018, em que se pretende, em primeiro lugar, verificar no terreno as dificuldades e os avanços a nível do ramo do turismo na província.
A presidente disse que a AAVOTA está a conhecer os pontos turísticos já desenvolvidos, as comunidades, hábitos e costumes, bem como constatar a real situação das vias deste locais, onde se pode fazer o turismo.
A responsável da associação afirmou que a província do Cuanza Norte possui activos turísticos que vão, desde a sua humilde e acolhedora população aos seus belíssimos postais turísticos, que comportam rios, praias, lagos, flora, fauna e magníficas instalações hoteleiras e restaurantes.
Estas características, explicou Catarina de Oliveira, dão uma certa vantagem ao Cuanza Norte, em relação às demais províncias, podendo ser feita uma grande exploração de tais potencialidades por vias ferroviárias, rodoviária ou aérea.
Avançou ainda que, durante a visita de trabalho, os membros da AAVOTA aproveitaram negociar com hotéis e restaurantes, no sentido de poder interagir com uma gama de fornecedores de serviços turísticos, na temática relacionada aos preços praticados, factores que, muitas vezes, condicionam o progresso do desenvolvimento do turismo em várias regiões do país.

Plano estratégico


O vice-governador para sector Económico, Henrique de Sousa e Sacramento, avançou que o Governo Provincial do Cuanza Norte tem, no seu plano estratégico reajusto aprovado, projectos para relançar, desenvolver e pôr o turismo na sua verdadeira exploração turística, atraindo outros serviços e bons investimentos.
Disse que o governo vai dar apoio a qualquer empresa que tenha objectivos de massificar o turismo na região, tendo em conta que o Cuanza Norte tem muitos pontos turísticos bastantes atraentes, com destaque para os monumentos de Massangano, barragem de Cambambe, Horto Botânico do Kilombo e as grutas do Zanga, no município de Cazengo, e outros locais espalhados em quase toda a região. Acrescentou que o turismo faz parte dos eixos fundamentais do desenvolvimento da região, por isso apelou aos empresários e as agências de turismo, no sentido de ajudarem o governo local a expandir o sector turístico.

Outras intervenções
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O vice-governador considerou a agricultura como a principal actividade económica da província e centra a sua produção no milho, jinguba, café, algodão, ervilha, feijão, citrinos, mandioca, sisal, dendém, massambala. A pesca artesanal, importante actividade na faixa Sul da província, é praticada em quatro lagoas e nos rios Cuanza e Lucala. Ainda por explorar e com fortes potencialidades comerciais estão várias matérias-primas como o mármore rosa, manganésio, ferro, ouro, madeira, pecuária e água mineral, oriunda da fonte de águas de Santa Isabel.
A exploração de madeira nesta província tem grande potencial pela floresta autóctone, na região dos Dembos, e o facto de a madeira poder ser serrada e transformada localmente contribui para a reactivação de pequenas carpintarias e marcenarias. A província detém uma gama considerável de minerais, com destaque para o ouro, diamante, ferro, manganês, mármores, níquel, zinco e cal.
O parque industrial da província está localizado, no município de Cambambe, e é forte, sobretudo no sector têxtil e de bebidas. Tem ainda o calçado, couro, tabaco e produtos alimentares. O artesanato explora, principalmente materiais como a madeira, argila e o bordão.

Vias de acesso


A província do Cuanza Norte é servida por várias estradas nacionais, ligando-a num sentindo a Luanda, e tem ligação às cidades do Dondo e Ndalatando e, num outro, às cidades do Uíge e Lucala e uma outra via nacional, que permite a comunicação com as cidades de Malanje, Saurimo e Luena.
Os dois eixos rodoviários que estabelecem a comunicação nas direcções Norte e Este confluem no troço rodoviário do Lucala.
O aeroporto está a sete quilómetros da cidade de Ndalatando e recebe aviões de pequeno e médio portes. Nesta cidade, existe um aeródromo para aviões de pequeno porte. A infra-estrutura aeroportuária permite a ligação com outras cidades do país. Também se pode chegar a esta província de comboio, via Luanda-Malanje.

Natureza e locais a visitar


A província tem um enorme potencial turístico e é propícia para o desenvolvimento do ecoturismo, dadas as condições e maravilhas naturais da região. A reserva florestal do Golungo Alto tem uma área de 558 quilómetros quadrados. É uma região onde abunda várias espécies animais como a pacaça, hipopótamos, antílopes, corças, lebres, galinhas do mato e perdizes. Também tem elefantes, leões, onças, lobos, hienas, chacais e mabecos. A uma distância de 135 quilómetros fica a reserva da Quissama.
No Golungo Alto, encontram-se as ruínas da Igreja de Santo Hilário, as cascatas de Mazalala e a praia de Kiamafulo junto ao rio Cuanza. De referir ainda os trabalhos artesanais, em Terracota, que representam a fauna local ou actividades do quotidiano.

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