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Unidade a funcionar dentro de um ano

A entrada em funcionamento da primeira unidade de produção de energia da segunda central da barragem hidroeléctrica de Cambambe sobre o rio Cuanza, na província do Cuanza Norte, está prevista para Junho do próximo ano, revelou ontem o director de contratos da construtora Odebrecht.

Projecto que está a ser executado pela empresa Odebrecht contempla também a construção de três novas estações de transformação de energia
Fotografia: Nilo Mateus | Ndalatando

Gustavo Belitardo falava durante a visita de um grupo de 40 estudantes finalistas dos cursos de Engenharia Civil e de Electromecânica de quatro universidades do país às obras de modernização e ampliação do  projecto Cambambe II.
O director de contratos da construtora Odebrecht salientou que o Aproveitamento Hidroeléctrico de Cambambe se encontra a um nível de execução física de 72 por cento. As obras estão subdivididas em três fases, sendo a primeira centrada na reabilitação e modernização da antiga central, a seguinte na construção da segunda central e a terceira compreende a construção de três novas subestações. As mesmas estão orçadas em cerca de dois mil milhões de dólares, disse Gustavo Belitardo, que acrescentou que mais de metade do orçamento já foi consumido, o que permite a conclusão dos trabalhos de modernização da central número um e a aquisição de grande parte dos equipamentos da central número dois.
O director de contratos da construtora Odebrecht explicou que a reabilitação da central número um, que teve início em Março de 2009, consistiu na instalação de quatro grupos geradores modernos de 65 megawatts cada, em substituição dos quatro anteriores de 45 megawatts, o que permite elevar a capacidade instalada de 180 megawatts para 260 megawatts. Em relação às obras de ampliação da barragem, iniciadas em 2013, Gustavo Belitardo disse que as mesmas contemplam trabalhos na queda, passando de 100 para 130 metros de altura, a construção de uma nova central com quatro grupos geradores de 175 megawatts cada, perfazendo uma capacidade total de 700 megawatts.
A estes 700 megawatts, explicou o director de contratos da construtora Odebrecht, vão ser adicionados os 260 megawatts da central número um, o que permite a geração de 960 megawatts de energia, após a sua conclusão.
O projecto, disse o director de contratos da construtora Odebrecht, contempla também a construção de três novas estações de transformação de energia, com capacidades de 400, 220 e 60 kilovolts, que suportam o sistema de conexão entre Cambambe I e II, Capanda e a barragem de Laúca, também em construção no mesmo curso.
O cumprimento do cronograma traçado, mesmo no actual contexto menos favorável da economia do país, é facilitado pelo facto de o orçamento da empreitada ter sido calculado para longo prazo, daí o normal seguimento dos trabalhos, que podem estar todos concluídos em 2017, explicou Gustavo Belitardo. Durante a apresentação do projecto aos estudantes das Universidades Agostinho Neto, Jean Piaget, Metodista de Angola e do Instituto Superior Politécnico Alvorence da Juventude, Gustavo Belitardo sublinhou a importância do investimento, tendo em conta que após a conclusão  beneficia perto de oito milhões de pessoas. Neste momento, 4.772 trabalhadores, maioritariamente angolanos, asseguram os trabalhos realizados ininterruptamente, em três turnos diários.

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