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Várias localidades com água potável

Manuel Fontoura | Ndalatando

Cerca de cem mil habitantes de sete localidades da província do Kwanza-Norte vão beneficiar, até 2015, de novos projectos de captação, tratamento e distribuição de água potável, avaliados em 45 milhões de dólares.

A foto documenta o momento em que o governador colocava a primeira pedra para a construção do novo sistema de abastecimento de água
Fotografia: Nilo Mateus

O arranque dos projectos foi feito na segunda-feira pelo governador provincial do Kwanza-Norte, Henrique André Júnior, com a colocação da primeira pedra nos arredores da ponte número 2 sobre o rio Lucala, servindo, igualmente, para o início das obras de ampliação e distribuição da rede de energia às cidades do Dondo e Ndalatando, que envolve um investimento de 35 milhões de dólares.
A empreitada vai ser executada pela empresa chinesa SinoHidro e ter muitas frentes divididas em sete localidades, explicou o engenheiro José Neves, da Rodrisol, a empresa que vai fiscalizar as obras.
José Neves referiu que as obras arrancam primeiro na vila de Bolongongo e nas localidades de Quiquiemba, Zenza do Itombe e Dange Ya Menha, onde decorrem já trabalhos de terraplanagem e estudos geológicos, para viabilizar a construção das estações de captação, tratamento e distribuição de água, a partir do rio Lucala. “Além destas obras vão arrancar as de Camame, Cerca e Samba Lucala”, esclareceu, sublinhando que vão seguidas as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), que tem como referência cem litros de água por dia para cada habitante. O projecto vai incluir estações de captação de água, filtragem e tratamento e elevatórias, além de reservatórios, redes de transporte e distribuição domiciliar, a partir de diversos chafarizes, segundo José Neves. A captação para o Zenza do Itombe e Cassualala vai ser feita a partir do rio Lucala III e terá capacidade para o tratamento de 15 mil litros de água por hora e um tanque de armazenamento de 25 mil metros cúbicos. O abastecimento de água à sede comunal de Dange Ya Menha é feito a partir de uma captação a ser instalada no rio Lucala II, com capacidade para bombear cerca de 10.500 litros por hora, para um tanque de 225 mil litros.  A estação de captação da vila de Bolongongo vai ter capacidade de 25 mil litros por hora, enquanto para a comuna de Quiquiemba está prevista uma estação de 12.900 metros cúbicos. O administrador comunal de Dange Ya Menha, Carlos Coutinho, disse que o início do projecto de abastecimento de água a esta localidade vai melhorar, significativamente, o nível de vida dos seus mais de 200 habitantes, distribuídos por nove aldeias.
“Assim que o projecto ficar concluído, as populações que residem ao longo do percurso por onde passa, como Caxissa, Quiringo, Cassua I e II vão ser contempladas”, garantiu. Actualmente, a comuna de Dange Ya Menha é a­bastecida por cisternas e através de furos artesianos.

Energia eléctrica


Para garantir o abastecimento de energia eléctrica às cidades de Ndalatando e Dondo foram eliminadas as anteriores subestações, com a introdução de melhorias nos seus 21 postos de transformação, garantiu o engenheiro José Neves. “O projecto inicial previa a distribuição de 15 mil watts, mas, com a alteração, passou para 30 mil”, referiu.   Para a sua distribuição interna, a cidade de Ndalatando dispõe, também, de 15 mil watts e precisa de mais 30 subestações, sublinhou José Neves, que garantiu que o total da potência a instalar está estimada em 4.540 kilowatts.
A cidade de Ndalatando conta com mais de 7.450 metros de rede de baixa tensão, o que corresponde a mais 45 caixas de distribuição e 180 pontos de luz, sendo que cada caixa de distribuição vai ser equipada com tri-blocos, para alimentar várias residências.

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