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Via Ndalatando/Triângulo está em fase de conclusão

Isidoro Natalício | Ndalatando

Sinalização, construção de lancis e fixação de barreiras metálicas marcam os trabalhos finais nos 34 quilómetros do troço entre Ndalatando e a área do Triângulo (Golungo Alto) na estrada nacional número 230, depois da conclusão da colocação de asfalto na passada semana. 

Sinalização, construção de lancis e fixação de barreiras metálicas marcam os trabalhos finais nos 34 quilómetros do troço entre Ndalatando e a área do Triângulo (Golungo Alto) na estrada nacional número 230, depois da conclusão da colocação de asfalto na passada semana. 
De acordo com o director de produção da construtora Vias XXI, engenheiro António Ferreira, durante o corrente mês, a sua empresa espera concluir a montagem da sinalização vertical e horizontal ao longo do percurso de seis quilómetros. A empreitada contempla também a edificação mecanizada de lancis e valetas, num troço de 22 quilómetros.
António Ferreira revelou que a montagem da nova ponte de cerca de 30 metros sobre o rio Lússue foi adiada. A referida ponte encontra-se situada a oito quilómetros de Ndalatando e a sua colocação está dependente do abrandamento das chuvas. “Tentámos fazer uma passadeira alternativa, mas foi arrastada e danificada pelo caudal que aumenta quando chove acima do normal”, justificou.
Com duas faixas de rodagem, a construção da estrada teve início em princípios da década de 70 com a desmatação, terraplanagem e colocação de asfalto em cerca de 30 quilómetros. Devido à falta de manutenção no período que se seguiu à independência, a estrada degradou-se, apesar de intervenções pontuais. A criação desta estrada, segundo ex-funcionários da Junta Autónoma de Angola, visa ligar Luanda ao Leste e Nordeste do país, sem passar pelo Morro do Binda, onde já se registavam muitos acidentes de viação.
O contrato assumido pela empreiteira engloba ainda 20 quilómetros, desde o Triângulo até à vila do Golungo Alto. Há alguns dias que se prepara a plataforma para aplicação da camada de desgaste, ou seja, revestimento final, condicionada parcialmente pela queda das chuvas.
O director de produção da construtora revelou que o asfalto fica concluído em Maio. Para o cumprimento da meta, estão a asfaltar um quilómetro por dia. Além das chuvas, António Ferreira põe de parte a possibilidade de surgem outras contrariedades no andamento das obras, uma vez que o essencial da matéria-prima, laboratório e equipamentos diversos se encontram operacionais.
De acordo com o responsável, os trabalhadores encontram-se motivados pelo facto de as autoridades terem já efectuado o pagamento das obras em cerca de 65 por cento. A empreitada, orçada em 43 milhões de dólares, começou em 2008, com o alargamento das faixas, desmoronamento de elevações, construção de novos troços, passagens hidráulicas e bases.

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