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Vida tranquila marca Canhoca

As populações da comuna da Canhoca, no Kwanza-Norte, levam uma existência tranquila, embora lhes faltem professores e escolas. Elas desenvolvem essencialmente a agricultura, mas também se dedicam à pesca. Com quinze estabelecimentos para o efeito, o comércio, nesta comuna de 4.900 habitantes, atende a todos.

 

Administrador municipal do Cazengo
Fotografia: Nilo Mateus

O fim do estágio curricular dos professores do futuro da Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP) na comuna da Conhoca deixa muitos alunos da 6ª e 8ª classes fora do sistema normal de ensino, disse, ao Jornal de Angola, o administrador municipal do Cazengo.
A comuna, afirmou Paulo Manuel, precisa, pelo menos, de 30 professores, para cobrir as vagas deixadas pelos antigos docentes estagiários da escola da ADPP que, depois do estágio, regressaram aos locais de origem.
A comuna tem 13 escolas, oito delas de carácter definitivo. Quatro destes estabelecimentos - em Kambela, Keta, Katamba e na comunal – necessitam de reabilitação. A Canhoca tem cinco escolas construídas em adobe.
No presente ano lectivo, foram matriculados 679 alunos nos dois sub-sistemas de ensino - adulto e regular - da iniciação à oitava classe, que dispõem de 26 professores.
 
Saúde e comércio
 
A comuna tem seis postos de saúde nas localidades de Canhoca, Tombó-Tombó, Kissecula, Lucala II, Zavula e Katamba, dispondo, ao todo, de dez enfermeiros. As doenças mais frequentes são as diarreias agudas, tuberculose e malária
Na Canhoca, há 15 estabelecimentos comerciais, entre cantinas e lojas. Sete deles funcionam em pleno, vendendo, essencialmente, a retalho. As outras encontram-se encerradas por falta de produtos.
A população da comuna vive principalmente da Agricultura, embora se dedique também à pesca de subsistência. Cultiva, geralmente, mandioca, feijão, ginguba, macunde, batata-doce, tangerina e cana-de-açúcar. Canhoca, 4.900 habitantes distribuídos por 25 bairros, tem, aproximadamente, 1.025 quilómetros quadrados, que se estendem de Luinha, em direcção a Cambondo, até à ponte sobre do Rio Lucala II. A maioria da população fala kimbundu.
 
A comuna
 
A Canhoca já pertenceu a uma companhia agrícola da ex-Chibeira, que tinha, nesta área, várias fazendas de café, entre elas a colónia São João, Kiluanje, Ngolo, de cima e de baixo, Ndalagando, Caringa, Kizemba, Kizaca, Palmira, Kavunje Dois, Zemba, Protótipo, Kambondo e Kacem, onde trabalhavam, a contrato, pessoas provenientes do Huambo e do Bié. Canhoca é uma corruptela de Kinhoca. Segundo a lenda, o nome surgiu, quando um bebé nasceu no bairro com cabeça humana e membros inferiores que se assemelhavam a uma serpente e foi comparada a uma sereia chamada Kinhoca, palavra que os colonos não sabiam pronunciar.
A vila foi elevada à categoria de comuna na abertura da linha-férrea da Canhoca, que ligou Luanda ao Golungo-Alto. Em 1972, foi criado o primeiro posto administrativo do Golungo-Alto. Seis anos depois foi elevada à categoria a comuna. O primeiro comissário, nomeado na altura, Paixão Porto Neto.   

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