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A importância do abastecimento de água discutida numa mesa-redonda no Sumbe

Carlos Bastos | Sumbe

Responsáveis dos sectores das águas das 18 províncias do país participaram, no Sumbe, numa mesa-redonda sobre a sustentabilidade das infra-estruturas de abastecimento de água potável no meio rural.

Sustentabilidade das infra-estruturas de abastecimento de água esteve em análise
Fotografia: Jornal de Angola

Responsáveis dos sectores das águas das 18 províncias do país participaram, no Sumbe, numa mesa-redonda sobre a sustentabilidade das infra-estruturas de abastecimento de água potável no meio rural.
Na iniciativa foram discutidos os desafios da gestão dos serviços de abastecimento de água, o contexto institucional no sector, gestão e manutenção das bombas manuais e pequenos sistemas de abastecimento no meio rural.
O vice-governador provincial para o sector económico disse, na abertura dos debates, que a água é que garante a existência humana, pois constitui “ entre 60 a 70 por cento da massa corporal”.
Mateus de Brito lembrou que dados das Nações Unidas revelam que no planeta mais de mil milhões de pessoas não tem acesso à agua potável e que mais de dez mil adoecem ou morrem anualmente por problemas relacionados com a sua falta ou péssima qualidade e devido à ausência de higiene e de instalações sanitárias básicas.
Por isso, referiu, diferentes Estados, conscientes da sua importância e de ser um recurso esgotável, dedicam especial atenção à elaboração de programas para garantir a sua preservação e racional aproveitamento, procurando fazer com que a distribuição se processe de forma abrangente e com a qualidade exigida. O vice-governador reconheceu que a distribuição dos recursos hídricos não é equitativa, pois existem regiões mais desfavorecidas e que há zonas onde há a falta de meios técnicos para a sua extracção e tratamento.
No Kwanza-Sul, declarou, o programa “Água para todos” contempla mais de 171.500 habitantes em diferentes localidades e deve atingir 82 por cento de execução com a conclusão de mais quatro projectos.
O vice-governador lamentou que a falta de peças acessórias contribua para a contínua degradação dos sistemas já instalados e sugeriu a padronização dos equipamentos a utilizar. Na mesa-redonda participaram a representante da União Europeia em Angola, Maria José Baptista, a directora de Energia e Águas de Moçambique, Suzana Loforte, quadros do Ministério angolano de Energia e Águas e administradores municipais do Kwanza-Sul.

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