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Abandono de obras inquieta estudantes

Fula Martin | Sumbe

Os estudantes do Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe (ISCED), estão preocupados com o abandono, por parte de empreiteiros, de várias obras públicas na província do Cuanza-Sul.

Empreiteiros abandonaram obras em empreendimentos públicos na província do Cuanza-Sul
Fotografia: Benjamim Cândido| Edições Novembro

A inquietação foi manifestada durante uma palestra que decorreu no anfiteatro do ISCED, da iniciativa da organização não-governamental  Centro Nacional de Aconselhamento (NCC), em que os estudantes pediram aos deputados Assembleia Nacional, do ciclo provincial local, maior rigor na fiscalização das acções do Governo da província. Os estudantes pediram  que se encontrem soluções viáveis para os problemas dos buracos nas principais artérias da cidade do Sumbe.
Os universitários alegam que, os empreiteiros depois de receberem os dinheiros dos custos das obras, simplesmente abandonam os trabalhos sem darem alguma satisfação, e ainda assim, não são responsabilizados criminalmente.
Os participantes questionaram  os deputados do círculo da província pela falta de iluminação pública das ruas da cidade do Sumbe. Outra preocupação levantada pelos estudantes prende-se com a falta de escolas e de saneamento básico na capital da província.
Os estudantes informaram aos parlamentares de que a recolha do lixo é feita de forma deficitária e por haver poucas salas de aula muitas crianças ficaram fora do sistema de ensino.
Durante a palestra, foi solicitado aos representantes do povo na Assembleia Nacional para  os debates parlamentares serem transmitidos pelos órgãos de comunicação social. “As sessões dos debates parlamentares devem ser transmitidas em directo pela televisão e pela rádio para permitir aos cidadãos acompanhar inteiramente os assuntos em discussão”, disseram os estudantes que reafirmaram a necessidade de os deputados se preocuparem mais com os problemas que afligem a população local.
“Os deputados devem levar às discussões no Parlamento as inquietações que apoquentam o eleitorado”, disse a estudante de língua portuguesa Joana Hanga, que informou que “no período da noite as ruas do Sumbe ficam completamente às escuras por falta de iluminação pública, o que constitui ameaça à integridade física dos cidadãos”. disse, para adiantar que “,no Orçamento Geral do Estado deste ano está contemplado verbas para iluminação de vias pública, pelo que não se compreende as razões do atraso na sua execução”.
Tiago Abreu, estudante do ISCED, disse estar preocupado com a existência de apenas uma Universidade na província, que tem um universo de mais de dois milhões de habitantes.

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