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Administração Municipal do Sumbe quer reforçar fornecimento de água

Carlos Bastos | Sumbe

A Administração Municipal do Sumbe vai redobrar esforços para melhorar o sistema de abastecimento e distribuição de água potável aos habitantes da cidade. O administrador Sebastião Daniel Neto reconhece que o abastecimento actual não satisfaz ainda as necessidades das populações e existem zonas da cidade onde não há água.

A Administração Municipal do Sumbe vai redobrar esforços para melhorar o sistema de abastecimento e distribuição de água potável aos habitantes da cidade. O administrador Sebastião Daniel Neto reconhece que o abastecimento actual não satisfaz ainda as necessidades das populações e existem zonas da cidade onde não há água.
Para reverter o quadro, foram levadas a cabo intervenções de fundo nos reservatórios da Bumba, na central de captação e tratamento de água e na melhoria da conduta domiciliária, o que superou alguns problemas.
A administração do Sumbe esteve reunida com os membros do Conselho de Auscultação e Concertação Social, no âmbito do Programa Integrado de Combate à Pobreza. No encontro, foram abordados temas ligados ao saneamento básico, à educação, aos programas “Água para Todos” e de distribuição de energia eléctrica, ao processo de actualização dos dados e do registo eleitoral em várias localidades do município.
Daniel Sebastião Neto disse que no quadro do Programa de Combate à Pobreza e dos Cuidados Primários de Saúde, as acções vão ser executadas nos bairros periféricos, com a construção de infra-estruturas escolares, sanitárias, residências para professores e enfermeiros.

Saneamento básico

No capitulo do saneamento básico, o administrador do Sumbe disse que o sector é ainda um problema sério, dada a falta de educação por parte da população em relação ao manuseio dos resíduos sólidos.
Disse ainda que, neste capítulo, a administração ainda tem dificuldades em garantir a recolha diária do lixo, devido à falta de meios apropriados. Sebastião Daniel Neto disse que, para este ano, as autoridades criaram um programa, designado “Município Saudável”, que beneficiou de 15 milhões de kwanzas, com vista à criação de aterros sanitários e construções de latrinas familiares.
Consta igualmente do programa a construção de balneários públicos, a criação de brigadas ou cooperativas de recolha e limpeza de resíduos sólidos, a aquisição de produtos e instrumentos de limpeza e tratamento de sarjetas e valas de drenagem. Quanto aos equipamentos sociais, o administrador disse que está prevista a construção de 50 casas evolutivas, cujo projecto começou a ser aplicado na vila de Calomboloca, em Icolo e Bengo.
As casas, edificadas com a utilizando de tijolo burro, fabricado localmente, possuem dois quartos e uma casa de banho, tendo mais 30 metros para que o beneficiário possa dar continuidade à obra.

O papel dos sobas

O administrador do Sumbe destacou a importância e o poder de decisão que as autoridades tradicionais e as entidades religiosas desempenham para a materialização dos projectos da administração, tendentes à melhoria da qualidade de vida da população. As queimadas anárquicas afectam o ecossistema, as plantações, celeiros, instalações de transporte de energia eléctrica, habitações em aldeias e povoações do município. Por isso, Sebastião Daniel Neto prometeu a aplicação de medidas drásticas que visam pôr termo às queimadas, para evitar situações imprevisíveis e irreparáveis.
O administrador solicitou aos administradores comunais, órgãos policiais, autoridades tradicionais e eclesiásticas para que redobrem os apelos que contribuam para o fim do vandalismo contra os bens públicos nível da região. E disse que os sobas têm um papel importante para acabar com as queimadas.

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