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Administrador municipal do Seles reclama por investimento na região

Rui Feliciano Miguel, administrador municipal do Seles, fez um veemente apelo, quarta-feira última, aos empresários nacionais e estrangeiros no sentido de investirem na indústria transformadora na região da sua jurisdição para dar resposta aos índices de produção.

Aumento da produção de millho está na perspectiva da administração
Fotografia: Nicolau Vasco

Rui Feliciano Miguel, administrador municipal do Seles, fez um veemente apelo, quarta-feira última, aos empresários nacionais e estrangeiros no sentido de investirem na indústria transformadora na região da sua jurisdição para dar resposta aos índices de produção.
O aumento da produção dos vários produtos no município tem causado enormes prejuízos aos agricultores devido à falta de escoamento para mercados solidários e consumo na região, o que passa pela instalação de indústrias transformadoras para a sua conservação e consumo por muito tempo. “A falta de consumo imediato dos produtos locais tem de encontrar resposta sustentável por parte do governo e da classe empresarial nacional e não só, para que os camponeses não se sintam desmotivados, ante o prejuízo por que têm passado”, sublinhou Rui Miguel.
A instalação de unidades fabris de concentração de tomate, de transformação da banana, maracujá, batata-rena, milho e amendoim, foram apontadas como sendo da maior prioridade, devido às enormes quantidades desses produtos, que se estragam nos campos com prejuízos incalculáveis para os produtores. Outra preocupação do administrador prende-se com os elevados preços de fertilizantes e pesticidas praticados pelos comerciantes, considerando-a uma grande contrariedade para os agricultores e defendendo, igualmente, a instalação de uma fábrica desses produtos para um atendimento regional.  “Temos substâncias que podem ser melhoradas para o fabrico de fertilizantes em quase todos os municípios da província, o que viria a beneficiar tanto os empresários como os agricultores”, salientou. O município do Seles está a 82 quilómetros a sudeste da cidade do Sumbe e é potencialmente agrícola, com predominância de produtos como o milho, ginguba, feijão, mandioca, batata-doce e rena, hortícolas e citrinos.

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