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Agricultores debatem prevenção de pragas

Casimiro José| Waco Cungo

Responsáveis do sector agrícola na província do Cuanza Sul defenderam no Waco Cungo, município da Cela, a criação de políticas que regulem a importação de produtos vegetais e de origem animal, de modo a evitar-se a propagação de várias espécies de pragas nas culturas.  

Recomendada a elaboração de projectos que permitam relançar a actividade agrícola para o cumprimento das metas traçadas pela FAO
Fotografia: Casimiro José

Nos últimos tempos, tem-se assistido a uma progressão cíclica das pragas nas culturas nacionais, sobretudo da banana, cereais, legumes e tubérculos, situação que tem afectado negativamente a produção nacional, constituindo perigo para a saúde das populações.
No encontro, promovido pelo Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul, no quadro do programa da Expo Cuanza Sul, foram debatidos temas sobre fitopatológicos e o seu impacto no panorama produtivo, requeima da batata, doenças bacterianas e virais, podridão mole, manchas bacterianas e os seus efeitos na depreciação da qualidade comercial de frutas e legumes
A importação de sementes para uma inseminação segura foi também analisada, de modo a evitar-se a propagação de doenças a partir da origem de importação, tal como diversas patologias que afectam as culturas.
O professor do Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul, Adérito Pais da Cunha, um dos oradores do encontro, disse que uma das medidas para contornar a situação passa pela instalação no país de um laboratório sofisticado de controlo de qualidade e de incremento dos mecanismos de controlo de importações e aplicação das termoterapias. O docente afirmou que no mundo globalizado a investigação científica deve ser uma prioridade, como premissa para atacar as causas e adoptar mecanismos de contenção do mal.
Adérito Pais da Cunha salientou que a população angolana vive da agricultura e disse que para salvaguardar o ritmo de produção de alimentos, no âmbito do progrma de combate à fome e à pobreza, o Governo deve investir seriamente no sector agrícola e promover campanhas de sensibilização dos agricultores e camponeses sobre as formas de mitigação dos efeitos das pragas. A título de exemplo, apontou casos recentes de pragas que dizimaram o bananal, no Bom Jesus, em Luanda, e na Gabela, no Cuanza Sul, o que considerou dever ser um alerta para que as entidades competentes adoptem medidas de mitigação do fenómeno para garantir o futuro da produção nacional.
Durante o encontro foi constatado que, apesar das condições favoráveis que propiciam a prática da aquicultura, Angola consome cacusso proveniente da China e outros países, uma situação que se pode inverter com através de políticas que promovam a aquicultura em larga escala.
Além disso, ela pode fomentar o agro-negócio nas comunidades.
 O encontro recomendou a elaboração de projectos que permitam relançar a actividade para o cumprimento das metas traçadas pelo Fundo das Nações Unidades para Agricultura e Alimentação (FAO), que indicam que, até 2015, a aquicultura deve constituir uma fonte inesgotável de alimentos.

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