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Analisados no Sumbe os desafios do sector

Casimiro José | Sumbe

O presidente da Rede Angolana da Sociedade Civil Educação Para Todos (EPT) disse, no Sumbe, que as estruturas do sector tem de reforçar a actuação para no período pós-2015 se atingirem as metas preconizadas em 2000 em Dakar, Senegal.

Estado reconhece ser importante investir na educação na primeira infância e no acesso em massa das crianças à escola
Fotografia: Nuno Flash

Victor Barbosa, que falava numa conferência, afirmou que “as metas traçadas em Dakar estão longe de serem alcançadas em Angola devido a vários constrangimentos de ordem estrutural” nos sistemas de educação de jovens e adultos.
Entre as dificuldades referiu a falta de uma estatística realista do processo de educação de jovens e adultos, bem como de estruturas e programas adequados e a mobilidade constante das comunidades.
As metas de Dakar de uma educação para todos até 2015 preconizam um conjunto de acções dos Estados, mas a realidade de cada país mostrou debilidades e, no caso concreto de Angola, embora tenha havido vontade política para a sua efectivação, os indicadores mostram que deve haver esforços redobrados para se atingirem as Metas de Desenvolvimento do Milénio.
O presidente da Rede Angolana da Sociedade Civil Educação para Todos, apesar das falhas que mencionou, disse estar optimista e lembrou que a agenda de desenvolvimento sustentável Pós -2015 dá prioridade a jovens e adultos.
Outro factor promissor, referiu, é o Estado reconhecer ser importante investir seriamente na educação da primeira infância e no acesso em massa das crianças à escola.
Victor Barbosa pediu às estruturas estatais ligadas à Educação que centrem a atenção não apenas na instrução, mas principalmente na promoção de atitudes inovadoras e de aprendizagem ao longo da vida.
O processo, salientou, deve incluir também a promoção da auto-estima e competências que propiciem às comunidades a capacidade de se inserirem nas tarefas de desenvolvimento local.
No Fórum  Mundial sobre a Educação, previsto para Maio, referiu, deve ser feita uma abordagem mais realista sobre as próximas iniciativas dos países, sobretudo o aumento do investimento no sector da Educação.

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