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ANDA lança programa de apoio à pesca artesanal

Manuel Tomás| Sumbe

Um programa de apoio à pesca artesanal, “ANDA Deficiente”, que abrange inicialmente 1.750 portadores de deficiências e seus 4.025 familiares a nível da província do Cuanza Sul, foi lançado sábado, no Sumbe, pela Associação Nacional dos Deficientes de Angola (ANDA).

A Associação Nacional dos Deficientes de Angola tem em carteira vários projectos que visam a inserção social dos seus membros
Fotografia: Domingos Cadência

O programa apoia inicialmente a componente da pesca artesanal, tendo já sido constituída uma cooperativa a que foi atribuído um valor monetário (não revelado), para a aquisição de artefactos de pesca.
O presidente da ANDA, Silva Lopes Etiambulo, salientou que são igualmente criados 15 quiosques, distribuídos pelas 11 municipalidades do Cuanza Sul, com vista a apoiar os portadores de deficiências inadaptáveis, que devem permanecer sentados ao executar uma actividade.
A efectivação deste programa só foi possível graças ao apoio do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que orientou a disponibilidade de uma dotação orçamental para a associação.
Além da pesca artesanal, o programa, que se estende a outras províncias do país, tem ainda uma componente social, consubstanciada na entrega de chapas de zinco e de lusalite e outro material de construção civil. O responsável associativo avançou ainda que se pretende efectuar um melhor acompanhamento às mulheres e aos filhos dos deficientes, que existem igualmente em número elevado.
O programa “ANDA Deficiente” vai reservar um processo de registo em todas as localidades, no sentido de se permitir um maior enquadramento de beneficiários no projecto.

Sector agrícola

O presidente da ANDA mostrou-se satisfeito com os avanços no sector agrícola a nível de Cassongue e São Lucas, no município de Mussende.
Para ajudar os deficientes na lavoura a nível daquela parcela do Cuanza Sul, Silva Lopes Etiambulo avançou que, ainda dentro deste ano, as localidades vão receber uma brigada de tractores, que se encontra em Calucinga, província do Bié. O líder associativo advertiu os beneficiários dos fundos que forem disponibilizados pelo Governo, no sentido de optarem por uma gestão responsável, a fim de que o seu negócio prolifere e se crie um empresariado de deficientes forte e organizado.
“É desta forma que vamos ganhar a confiança das instituições bancárias e beneficiar de outros financiamentos”, alertou o presidente da ANDA. Para a retoma dos trabalhos do centro ortopédico da Gabela, inoperante há quatro anos, por falta de material, o presidente da ANDA anunciou que vai encetar contactos com o Ministério da Saúde, que tutela as instituições. Neste momento, devido à paralisação do centro, por falta de gesso e de outro material, um número considerável de mutilados de guerra encontra-se sem prótese ou com este acessório em estado degradado. Enquanto durar a paralisação da unidade da Gabela, o responsável disse que a alternativa é o recurso ao centro ortopédico de Viana, na capital do país, uma instituição que coopera com a ANDA. O presidente da ANDA disse ainda que a paralisação do centro ortopédico do Moxico é outra das preocupações, por estar a causar igualmente grandes transtornos aos portadores de deficiências físicas da Lundas Norte e Sul, que são obrigados a recorrer ao Huambo.

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