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Angelina Jaime a força da mulher

Victor Pdro | Gangula

A comuna de Gangula, que comemorou recentemente 40 anos de existência, está a registar avanços significativos, em termos de desenvolvimento socio-económico, fruto da construção de infra-estruturas escolares, sanitárias e fabris.

A comuna de Gangula, que comemorou recentemente 40 anos de existência, está a registar avanços significativos, em termos de desenvolvimento socio-económico, fruto da construção de infra-estruturas escolares, sanitárias e fabris.
A administradora comunal da Gangula, Angelina Jaime, disse ontem que a localidade, através de programas gizados pelo governo, em parceria com o sector privado, tem executado várias acções e projectos para benefício da comunidade, principalmente dos jovens.
A responsável salientou que está em curso a construção do futuro campus universitário, das instalações do sistema de irrigação da fábrica de descaroçamento e cultivo de algodão, na aldeia da Kipela, e da fábrica de cimento do Cuacra e de blocos, na localidade de ex-Carvalho, entre outros empreendimentos socioeconómicos.
O projecto “Água para todos” permitiu a instalação de chafarizes em toda a extensão da comuna, cuja captação sofreu recentemente uma intervenção de restauro.
Apesar destes esforços, a responsável salientou que a população tem encontrado dificuldades para se deslocar à sede da província, devido ao reduzido número de autocarros, principalmente para facilitar o escoamento de produtos.
Localizada a 33 quilómetros do Sumbe, numa extensão territorial de mil quilómetros quadrados, a comuna conta com uma população estimada em mais de 24 mil habitantes, distribuídos por 19 bairros, que são supervisionados por 31 autoridades tradicionais. A comuna foi fundada, em Setembro de 1971, por um pescador que acreditou nas potencialidades piscatórias da localidade e que mais tarde se tornou o rei Ngangula.

Faltam médicos

A comuna, que possui um centro médico e oito postos de saúde, conta com 12 enfermeiros e 11 auxiliares de enfermagem para garantir a assistência sanitária à população. A malária e as doenças respiratórias agudas são as principais enfermidades que assolam as populações locais. De acordo com Angelina Jaime, a grande dificuldade tem a ver com a falta de médicos especializados, de uma ambulância e de uma sala de raios X, instrumento bastante importante para dar resposta às necessidades diárias, provocadas pelos acidentes na via Porto Amboim/Sumbe.

Educação está melhor

O sector da Educação tem registado ganhos significativos, nos últimos anos, graças ao aumento de infra-estruturas escolares e à inserção de um maior número de alunos no sistema de ensino. A comuna, que tem 50 crianças fora do sistema de ensino, regista, no presente ano lectivo, 4.342 matriculados, da iniciação a 9ª classe, distribuídos por 15 escolas do ensino primário, construídas de raiz. As aulas são asseguradas por 183 professores.
A administradora anunciou que está prevista a edificação de uma escola do 2º ciclo do ensino secundário, que entrará em funcionamento no próximo ano lectivo.
Angelina Jaime disse que a localidade tem iluminação pública, que é assegurada por um grupo gerador, mas insuficiente.

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