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Aparelhos paralisados por falta de técnicos

Manuel Tomás | Calulo

O Hospital Municipal do Libolo, província do Kwanza-Sul, está a necessitar de especialistas para garantir o funcionamento dos equipamentos instalados nas áreas de endoscopia digestiva, cuidados intermédios, electromedicina e neonatologia.

Apesar de dispor de equipamentos modernos e de alta tecnologia os pacientes têm de procurar outros hospitais para fazer exames
Fotografia: Francisco Camilo | Libolo

A directora de enfermagem em exercício do hospital, Esperança Fertex, disse que o hospital dispõe de equipamentos modernos e de alta tecnologia há mais de quatro anos, mas que não entram em funcionamento por falta de pessoal especializado.
A responsável de enfermagem lamentou o facto de os equipamentos estarem a correr o risco de se estragarem por falta de uso, quando há muitos pacientes que se apresentam no hospital com patologias que podiam ser diagnosticadas e tratadas naquelas salas, e só não o são por falta de especialistas, obrigando a que os doentes se desloquem a outras províncias.
O Hospital Municipal do Libolo, que funciona desde Junho de 2009, tem capacidade para 85 camas e presta serviços de banco de urgência, laboratórios, RX, farmácia, bloco operatório, esterilização, medicina geral, pediatria, cirurgia e maternidade.
A unidade possui ainda uma área de isolamento, com 11 camas, onde são internados pacientes com tuberculose, e uma morgue com seis gavetas.
O hospital é constituído por 11 blocos de diversas especialidades, além de serviços de internamento nas áreas de ortopedia, estomatologia e maxilo-facial, consultas externas e gerais. Esperança Fertex disse que, em termos de assistência, a unidade hospitalar, além de pacientes do município do Calulo, também atende os provenientes do Kwanza-Norte, Luanda, Bié e Benguela.

Pequenas cirurgia

De Janeiro a Maio deste ano, a unidade assistiu a um universo de 16.776 pacientes, enquanto entre 2011 e 2012, foram observados 44.615 doentes a nível do banco de urgência e das consultas externas. Foram ainda realizados 34.362 exames laboratoriais, de RX e de ecografia. No mesmo período, foram efectuadas 356 pequenas e grandes cirurgias. A enfermeira apontou a malária, doenças respiratórias e diarreicas agudas como as principais doenças. Explicou que o hospital dispõe de uma lavandaria, armazém geral de medicamentos, refeitório para 32 pessoas e serve três refeições diárias.

Clínica geral


A unidade dispõe de 17 médicos nacionais e estrangeiros, que trabalham nas áreas de clínica geral, ginecologia, pediatria, anestesista, radiologia, estomatologia, ortopedia, entre outras. Tem ainda 35 técnicos médios e básicos. Para o seu normal funcionamento, necessita de mais 26 técnicos superiores para garantir uma melhor cobertura de assistência em diversas áreas. Esperança Fertex apontou a recuperação da fábrica de oxigénio, aquisição de um kit para a área de ortopedia, abertura dos serviços de endoscopia digestiva, cuidados intermédios, electromedicina e neonatologia, como os principais projectos.
A construção de residências para funcionários é outra das apostas da direcção desta unidade clínica.
Propôs, ainda, às instâncias superiores a criação de um núcleo para a formação de técnicos médios de enfermagem, assim como para o recrutamento e qualificação dos técnicos.

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