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Assembleia aborda problemas da classe

Victor Pedro | Sumbe

Os membros do Sindicato Nacional dos Professores (Simprof) na província do Cuanza Sul recomendaram, na semana finda, na cidade do Sumbe, em assembleia provincial, a adopção de novas práticas a médio e curto prazo, para se poder com periodicidade encontrar soluções para os problemas que afectam a classe.

Foram analisados vários problemas que dificultam o processo de ensino e aprendizagem em muitas escolas da província do Cuanza Sul
Fotografia: Victor Pedro | Sumbe - Edições Novembro

Durante o encontro, os participantes manifestaram insatisfação com o grau de solução dos problemas, “que não produzem benefícios efectivos a favor dos associados”.
Os filados no Sinprof apontaram a falta de implementação e cumprimento de forma regular dos subsídios de deslocação, atavios e isolamento, e consideraram importante que as autoridades de direito se pronunciem em relação aos constantes desfalecimentos ou desmaios das alunas nas escolas. Dada a exiguidade de salas de aulas, os docentes solicitaram maior celeridade na conclusão das várias infra-estruturas de ensino em construção e outras paralisadas a nível da província, no âmbito do Programa de Investimentos Públicos de 2016.
Os professores disseram que a ideia é reduzir ao máximo os índices de crianças fora do sistema de ensino e aprendizagem.
O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia no Cuanza Sul, Francisco António de Figueiredo Júnior, reconheceu as exigências feitas pelos professores, tendo em conta as mudanças e acções que estão a ser realizadas pelo sector a nível  provincial, “o que dá mostras de vontade institucional”.
Francisco António de Figueiredo Júnior disse que a Direcção de Educação cumpre a Lei, o que significa que os problemas que ainda não foram solucionadas estão a ser conformadas com a mesma e outros a espera da devida autorização do Ministério da Educação. Francisco António de Figueiredo Júnior sublinhou ser importante que os professores conheçam as leis que regem os regulamentos do sector da Educação. Quanto ao pagamento de subsídio de exame, Francisco António de Figueiredo Júnior explicou que é só atribuído aos professores inscritos no sistema financeiro da referida época, caso não, o mesmo deve emitir uma reclamação à Direcção da escola ou a nível  provincial.
Para o director provincial da Educação, o professor que se compromete com a Educação não deve exigir um tempo disponível para um duplo vínculo numa outra instituição, facto que coloca em risco o bom funcionamento da instituição. Tais lugares, salientou, “devem ser ocupados por pessoas interessados em darem o seu melhor para a qualidade processo de ensino”.
O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia apelou à assembleia representativa provincial sindical para continuar a manter o diálogo e enveredar pelo melhor caminho para a solução dos problemas dos professores.

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