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Associação coordena projectos sociais

Carlos Bastos | Sumbe

O presidente da Associação Nacional dos Deficientes de Angola (ANDA), Silva Lopes Etiambulo, disse segunda-feira, no Sumbe, província do Kwanza-Sul, que a instituição está em todo o país a coordenar a execução do projecto “Vem comigo”, que já consumiu mais de dois milhões de dólares.

O presidente da Associação Nacional dos Deficientes de Angola (ANDA), Silva Lopes Etiambulo, disse segunda-feira, no Sumbe, província do Kwanza-Sul, que a instituição está em todo o país a coordenar a execução do projecto “Vem comigo”, que já consumiu mais de dois milhões de dólares.
Silva Etiambulo esclareceu que, no quadro deste projecto, foram construídas, na cidade do Sumbe, 82 habitações com material local, destinadas aos deficientes físicos e de guerra, enquanto vários projectos agrícolas estão a ser desenvolvidos no Seles, Cassongue e Amboim, onde foram igualmente montadas recauchutagens, moageiras, carpintarias e serralharias.
Defendeu a disponibilização de mais apoios para o desenvolvimento desses projectos, sobretudo no município do Mussende, quer devido à sua grande distância com o Sumbe – cerca de 400 quilómetros - como o seu elevado número de assistidos, actualmente calculados em cerca de 370.
“Apesar dos esforços no sentido de se reabilitar fisicamente a maior parte dos deficientes residentes naquela área é necessário criar condições no Mussende, na área da agricultura, pois a maior parte deles são analfabetos, o que torna difícil pensar noutras profissões”, referiu Silva Etiambulo.
Etiambulo disse que o projecto “Liga e veja aqui” se encontra paralisado, devido a dificuldades de comunicação. “De momento está-se a trabalhar com a Infrasat, que instalou um sistema para retomar a comunicação”, esclareceu, acrescentando que “enquanto se aguarda estamos a fazer a entrega de alguns kits de revenda de recargas da Uau, Movicel e posteriormente da Unitel, para facilitar temporariamente aqueles deficientes sem ocupação”.
Etiambulo anunciou igualmente a criação de uma escola de formação profissional para capacitar os deficientes na criação de micro- empresas. “Foi assinado um acordo com uma instituição brasileira que vai ter aqui uma escola onde serão ministrados cursos profissionais de curta duração, para que individualmente os deficientes trabalhem e criem os seus próprios negócios.” 
O presidente da ANDA disse que, por falta de tractores e condições para a vacinação de animais (caprinos e bovinos), muitos projectos agro-pecuários encontram-se actualmente paralisados.
Até agora, segundo Silva Etiambulo, a entrega dos kits aos deficientes não foi acompanhada com a componente financeira, o que pode acontecer proximamente. “Doravante o beneficiário de um kit deverá, simultaneamente, receber uma quantia monetária, para a compra de matéria-prima”, indicou, sem avançar dados.
Etiambulo reconheceu que os subsídios e a pensão que os deficientes físicos auferem são ainda “ínfimos” para sustentar as suas famílias e sublinhou que se nota a falta de sensibilidade de certos responsáveis da educação nas províncias, relativamente à isenção do pagamento de propinas ao filho de um deficiente.
A ANDA controla em todo o país 153 mil deficientes físicos, dos quais 7.260 no Kwanza-Sul, que estão distribuídos em várias cooperativas agro-pecuárias.

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