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Autoridades estão a fomentar o auto-emprego

Casimiro José | Sumbe

O Programa de Fomento do Auto-emprego, executado pela direcção provincial do Kwanza-Sul da Assistência e Reinserção Social (MINARS), está a dar bons resultados no seio dos jovens que aderiram ao projecto.

Em várias artérias do Sumbe são visíveis oficinas de prestação de serviços onde jovens trabalham para garantir uma vida digna
Fotografia: José Casimiro | Sumbe

O Programa de Fomento do Auto-emprego, executado pela direcção provincial do Kwanza-Sul da Assistência e Reinserção Social (MINARS), está a dar bons resultados no seio dos jovens que aderiram ao projecto.
Os jovens constituem a maioria, os quais, mesmo com profissões adquiridas nos estabelecimentos de formação profissional, debatiam-se com a falta de ferramentas e ateliers onde pudessem trabalhar, para obterem o pão de cada dia.
Para preencher essa lacuna, há cerca de um ano, a direcção provincial da Assistência e Reinserção Social gizou um programa de geração de renda, com a montagem de oficinas nos arredores do Sumbe, nas especialidades de mecânica-auto, serralharia e recauchutagem.
Os resultados alcançados são visíveis, apesar de alguns condicionalismos que afectam o normal funcionamento das referidas oficinas.
O exemplo disso está na oficina integrada de geração de renda, instalada no bairro do Chingo, no Sumbe, onde jovens e adolescentes (órfãos de guerra) estão engajados na prática de ofícios que garantem sustentabilidade e satisfação das necessidades da comunidade.
A prestação de serviços é excelente por parte destes jovens e, por isso, os clientes não hesitam em procurar a oficina para a resposta das suas necessidades.
O responsável da área de mecânica, José Teixeira, disse que o rendimento mensal ronda os 30 mil kwanzas, cujo montante permite adquirir peças sobressalentes e pagar os oito ajudantes desta área. A área de recauchutagem, com quatro integrantes, é das mais concorridas pelos automobilistas e motociclistas, pelo facto de a oficina estar junto da estrada nacional que liga Luanda a Benguela.
O seu responsável, Nelson Ambriz, disse que os preços praticados não permitem grandes lucros, mas garantiu que por mês o saldo é acima de 15 mil kwanzas. Outra área da oficina integrada é a da serralharia, que absorve dois mestres e quatro ajudantes. Nesta área, os clientes solicitam mais o fabrico de gradeamentos, portões, fogareiros, camas e outros utensílios de uso doméstico.
O responsável adjunto da área de serralharia, Restino de Malamba, disse ao Jornal de Angola que, desde que foi criada a oficina, foram dados passos animadores no seio dos integrantes. Apelou aos jovens no sentido de enveredarem por actividades socialmente úteis.
Xisto Cesário, de 15 anos, considera a oficina o local que lhe transmite sabedoria e ideias para o seu futuro. O adolescente disse que, a par dos conhecimentos que adquire na oficina, para consolidar a sua profissão de serralheiro, não deixa de estudar. “Eu adquiro conhecimentos para no futuro ser um bom serralheiro, mas também tenho de continuar a estudar”, disse.

Faltam apoios

Os apoios são necessários para os integrantes da oficina obterem mais rendimento. O responsável da área de mecânica-auto, José Teixeira, referiu que a direcção local da Assistência e Reinserção Social se prontificou em conceder apoios, para o reforço da capacidade da oficina.
José Teixeira manifestou-se preocupado com o atraso que se verifica por parte do MINARS no local e solicita que se concretize a promessa, para tornar rentável a oficina.

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