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Autoridades preocupadas com mais casos observados

Victor Pedro | Sumbe

Factores culturais e a fraca educação no seio de algumas famílias foram apontados como principais causas do aumento de casos de gravidez na adolescência na província do Cuanza Sul, disse  ontem ao Jornal de Angola, no Sumbe, o director administrativo da maternidade provincial.

Gestantes ignoram as consultas pré-natais
Fotografia: Reuters

Para minimizar a situação, Augusto Colile defendeu mais acções de sensibilização junto das famílias, com o envolvimento  de instituições de ensino, Ministério da Família e Promoção da Mulher, organizações não-governamentais, imprensa e grupos de teatro.
O director administrativo da maternidade do Cuanza Sul reprovou a atitude de muitas famílias que evitam levar a gestante às consultas pré-natais, chegando, às vezes, à maternidade num estado crítico e sem condições para um parto normal, pondo em causa a vida da mãe e do próprio filho.
Augusto Colile referiu que a maternidade do Sumbe atendeu, no primeiro semestre deste ano, 13.178 mulheres nas especialidades de obstetrícia, ginecologia e neonatologia, contra os 10.424  em igual período do ano  transacto.
Nos primeiros seis meses deste  ano, foram realizados 2.867 partos normais, 737 cesarianas, 75 ventosas e 331 partos de risco. Augusto Colile referiu terem sido atendidas nas áreas de  obstetrícia e ginecologia um total de 658 adolescentes, com 299  casos de gravidez precoce.
A maternidade do Cuanza Sul tem capacidade para 85 camas, das quais 50 para obstetrícia, 11 para ginecologia e 24 para neonatologia.
Em média, nascem por dia 30 crianças naquele estabelecimento de saúde, cujos serviços são assegurados por 204 funcionários, entre médicos,  técnicos de enfermagem,  técnicos de diagnóstico e terapeutas auxiliares de enfermagem.

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