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Carências de médicos e equipamentos dificultam assistência no hospital local

Casimiro José

A carência de médicos de especialidade e equipamentos para os serviços de análise clínica estão a dificultar a assistência aos doentes que vão diariamente ao Hospital Municipal do Seles, disse ao Jornal de Angola o director administrativo da unidade sanitária, Adriano Catumbila Chimbumba.

A carência de médicos de especialidade e equipamentos para os serviços de análise clínica estão a dificultar a assistência aos doentes que vão diariamente ao Hospital Municipal do Seles, disse ao Jornal de Angola o director administrativo da unidade sanitária, Adriano Catumbila Chimbumba.
O director informou que o hospital está a precisar de melhorias nas infra-estruturas, uma preocupação que se junta à falta de um laboratório de análises clínicas e necessidade de mais quadros.
Catumbila Chimbumba disse que a falta do laboratório está a embaraçar o trabalho dos poucos médicos e enfermeiros, que se deparam com muitos casos de paludismo, febre tifóide, infecções urinárias e outras patologias que exigem análises.
Para as análises clínicas, os doentes com necessidades especiais recorrem a um centro médico privado, situado na sede municipal.
O proprietário da unidade privada, o médico russo Alisher Aripov, diz que a instalação do centro médico, equipado com laboratório, em 2007, veio responder as carências que se faziam sentir na região. No centro são feitos 22 tipos de análises clínicas.
Alisher Aripov informou que os reagentes são adquiridos em Luanda, transportados para o município em boas condições e conservados em locais próprios.

Pedido às autoridades

O administrador do hospital do Seles salientou que a situação da sua unidade já foi manifestada, mas até agora não se vislumbra uma solução.
Por isso, pede as autoridades para acudirem ao problema o mais rápido possível.
Os doentes com diagnósticos que pretendem análises são enviados pela unidade de Seles para o hospital provincial, no Sumbe.
Chimbumba indicou que os equipamentos de radiologia estão avariados, situação que preocupa a direcção do hospital por causa do número de casos de traumatologia que chegam à unidade, resultantes de acidentes de viação.
Com 54 camas, o Hospital Municipal do Seles conta com três médicos, dois de nacionalidade russa e um vietnamita, 42 enfermeiros dos diversos escalões.

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