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Casos de violência contra menores estão a aumentar no Kwanza-Sul

Manuel Tomás | Sumbe

O director provincial do Instituto Nacional da Criança (INAC) na província do Kwanza-Sul, Correia Palanga Bongue, afirmou na quarta-feira, no Sumbe, que de Janeiro a Novembro deste ano, a instituição registou 378 casos de violência contra a criança. 

O director provincial do Instituto Nacional da Criança (INAC) na província do Kwanza-Sul, Correia Palanga Bongue, afirmou na quarta-feira, no Sumbe, que de Janeiro a Novembro deste ano, a instituição registou 378 casos de violência contra a criança.
Sublinhou que deste número, mais de 25 são de assédio e exploração sexual de menores.
O responsável falava num encontro com os parceiros sociais e manifestou a sua inquietação por se ter verificado um aumento na ordem de 100 casos em relação ao ano transacto.Apontou os municípios do Sumbe, Porto Amboim, Libolo e Cela como áreas de maior índice de casos e disse que estes actos decorrem devido à afluência de muitos turistas.
Correia Bongue referiu que a exploração sexual de crianças constitui um crime passível de punição com penas maiores, e na província é praticada em hotéis, pensões, discotecas, restaurantes, bares e outros locais.
Solicitou ainda a todos os agentes sociais para denunciarem a prática destes actos. “Identificámos estes focos de acções no Sumbe, onde até há envolvimento de estrangeiros que utilizam crianças menores de 18 anos para a satisfação das suas necessidades sexuais. Este facto foi denunciado por pessoas singulares e estes dados são confidenciais”, referiu o responsável do INAC.
Sustentou que o projecto “SOS Criança” foi institucionalizado para denunciar todos os casos relacionados com o abandono de crianças, ofensas corporais, violações, entre outras situações atentatórias aos direitos fundamentais da criança no país.
 Correia Bongue entregou a documentação referente ao plano nacional de acção e intervenção contra a exploração sexual e comercial de crianças em Angola e outra legislação.

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