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Cela regista casos de violência doméstica

Casimiro José | wako-Kungo

A Cela registou, entre Janeiro e Maio, 44 casos de violência doméstica, mais 12 do que mesmo período do ano passado, disse a chefe de secção municipal da Família, Promoção da Mulher, Antigos Combatentes e Assistência Social.



A Cela registou, entre Janeiro e Maio, 44 casos de violência doméstica, mais 12 do que mesmo período do ano passado, disse a chefe de secção municipal da Família, Promoção da Mulher, Antigos Combatentes e Assistência Social.
Ana Alpoim afirmou que os casos, todos resolvidos pela instituição, eram relacionados com fuga à paternidade, ofensas corporais, abandono de lar e incumprimento de pagamento de mesadas.
Apesar do aumento de número de casos, referiu a responsável, a aprovação da Lei contra a Violência Doméstica é um passo em frente na harmonização das famílias e da sociedade em geral, pois consolida os mecanismos de contenção deste tipo de infracções.
A secção municipal, declarou, assiste 1.243 pessoas vulneráveis, entre idosos, órfãos e portadoras de deficiências.
Além disso, tem registado 269 antigos combatentes – ascendentes, viúvas e órfãos de guerra – e apoia 21 crianças acolhidas e assistidas no único centro infantil do município da  Cela.

Ferramentas de trabalho

A secção municipal tem promovido várias acções de assistência aos beneficiários, como aconteceu recentemente com a entrega de 900 chapas de zinco a 60 deles para cobrirem as casas.  Ana Alpoim salientou a importância de se distribuírem instrumentos de trabalho aos assistidos pela secção municipal para lhes permitir ganharem o sustento e das famílias e não dependerem exclusivamente das pensões.Muitos assistidos, disse, são saudáveis  e podem exercer actividades socialmente úteis, desde que disponham de ferramentas que lhes permitam produzir algo que lhes aumente os rendimentos. A secção municipal, afirmou a directora, recebe diariamente pedidos de assistidos que querem ferramentas de trabalho, sobretudo de carpintaria, serralharia e para electricidade de baixa tensão.

Falta de meios

A chefe de secção referiu estar preocupada com a falta de meios de locomoção para os assistidos portadores de deficiências físicas.O problema, lamentou, arrasta-se há muito tempo e as autoridades municipais não o conseguem resolver por falta dos meios no mercado local, o que obriga muitos assistidos adiarem o sonho de estudarem.
Sobre o pagamento de pensões, garantiu que estão em dia até Abril e as referentes a Maio em fase de regularização.
O único problema, neste capítulo, disse, relaciona-se com as pensões do último trimestre e o 13º mês de 2009, cujo processo está a ser resolvido pelas estruturas centrais.

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