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Centro de controlo cria núcleo no Cuanza Sul

Casimiro José| Sumbe

O Centro de Prevenção e Controlo do Cancro do Colo Uterino está a criar condições para instalar núcleos no Cuanza Sul e noutras províncias do país e alocar verbas para o combate à doença no país, anunciou ontem no Sumbe o seu responsável, o médico obstetra Joaquim Dumas.

Centenas de mulheres participaram na palestra sobre o cancro do útero e suas implicações na vida reprodutiva e social
Fotografia: Fernando Camilo| Sumbe

O Centro é uma instituição da Maternidade Lucrécia Paim, de Luanda, que pretende personalizar o atendimento ao público.
O responsável revelou que a vacina para a cura do cancro do colo uterino vigora desde 2012 e tem uma eficácia de 99 por cento, quando falava durante uma palestra sobre “Cancro do Colo do Útero e suas Implicações na Vida Reprodutiva e Social.
A palestra insere-se na estratégia do Ministério da Saúde que visa revitalizar os núcleos de prevenção e controlo do colo uterino nas províncias e disponibilizar informações que despertem a sociedade sobre as formas de prevenção da doença. O chefe do Centro de Prevenção e Controlo do Colo Uterina da Maternidade Lucrécia Paim sublinhou que a doença constitui uma preocupação de saúde pública, por ser a causa de muitas mortes, se comparada com outros cancros.
O contágio ocorre por via do contacto sexual e a enfermidade não atinge só as mulheres como também os homens. O cancro é transmitido pelo vírus “papilomavirus humano”, cujo período de incubação vai até aos dez anos. O médico aconselhou as pessoas a fazerem exames para o tratamento atempado, caso se detecte a doença.“Temos de ter o hábito de fazer exames mais cedo, como condição para um tratamento e cura adequados, porque quando se detecta tarde, pode a doença ser crónica e incurável”, alertou o médico.
Citando um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado em 2003, sobre os efeitos deste tipo de cancro, Joaquim Dumas apontou que a doença causa 30 mortes por hora, enquanto 500 mil novos casos surgem por ano.
O médico falou sobre a falta de conhecimento pelas pessoas de planos operativos para rastreio e dos programas de detenção de lesões pré-cancerosas, entre outros, como as causas da proliferação da doença. 
Entre os factores de risco, estão o início precoce da actividade sexual, o não acatamento das medidas preventivas nas relações ocasionais, a poligamia e o não seguimento das recomendações médicas, tabus na abordagem da doença nas comunidades e ausência de higiene.

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