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Centro de formação marítima vai ser erguido no Kwanza-Sul

Manuel Tomás| Sumbe

O primeiro centro de formação marítima de Angola vai começar, dentro de dias, a ser construído de raiz na comuna do Kicombo, município do Sumbe, anunciou ontem o presidente da comissão executiva da referida instituição, António Pelé Cardoso.

Vista parcial da cidade do Sumbe onde vai ser construído o centro de formação
Fotografia: Manuel Tomás| Sumbe

O primeiro centro de formação marítima de Angola vai começar, dentro de dias, a ser construído de raiz na comuna do Kicombo, município do Sumbe, anunciou ontem o presidente da comissão executiva da referida instituição, António Pelé Cardoso.
A construção do centro, que vai formar marinheiros e pessoal de apoio à navegação, está orçada, numa primeira fase, em cerca de 17 milhões de kwanzas, um investimento da Sociedade Nacional de Combustíveis (Sonangol).
O projecto de construção foi oficialmente apresentado numa cerimónia que contou com a presença do governador do Kwanza-Sul, Serafim do Prado, administradores municipais, autoridades tradicionais e população local.
António Cardoso disse que a empreitada vai ainda envolver a construção de uma estrada de acesso ao centro, obra que se inicia este mês e terá a duração de dez meses.
A mesma compreende arruamentos internos e todas as infra-estruturas gerais, tendo a obra sido adjudicada à empresa Mota& Engil, enquanto a coordenação e fiscalização está sob a responsabilidade da Engexpor Angola.
As despesas da segunda fase, que podem atingir os 60 milhões de dólares, consistem em complementar a construção de outras infra-estruturas suplementares, apetrechamento do centro e demais dependências de apoio.
O presidente da comissão executiva do centro disse que, de acordo com o cronograma traçado, caso não se registem constrangimentos, o estabelecimento entrará em pleno funcionamento dentro de dois anos.
Nos primeiros dois anos, disse António Cardoso, a formação será exclusivamente dada aos marinheiros angolanos que vão operar para a Sonangol. Dentro dos cinco anos iniciais vão ser ministradas aulas de língua inglesa e formar até ao nível de oficiais. Posteriormente, serão introduzidos cursos de engenharia de motores e pessoal de navegação, entre outras especialidades.
O responsável explicou que a instituição terá capacidade para receber 392 formandos angolanos e estará aberto aos países de todo o mundo que pretenderem formar os seus marinheiros. Por essa razão, está acautelado o recrutamento de formadores tanto nacionais como estrangeiros.
“Com o crescimento da frota, sentimos a necessidade de instalar este centro de formação de marinheiros na localidade do Kicombo, porque normalmente recorre-se ao estrangeiro, nomeadamente à África do Sul, Índia e outros países, onde são dispendidos valores monetários muito elevados”, disse António Pelé Cardoso.

Desalojamentos da Candumba

Cerca de 257 famílias que residem no bairro da Candumba (comuna do Kicombo) onde vai ser erguida a escola náutica serão desalojadas do local, indo a Sonangol construir habitações sociais. As casas terão dois quartos, sala, casa de banho privativa e cozinha. O novo bairro terá os respectivos arruamentos, escolas e iluminação pública.
O soba do populoso bairro da Candumba, Horário Chindoide, disse que a ideia do governo em instalar o centro naquela área é louvável, pois vai permitir um considerável desenvolvimento económico da comuna e da própria província, dando emprego aos moradores da zona.

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