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Circulação rodoviária melhora no Seles

Manuel Tomás | Seles

A asfaltagem da estrada entre o Sumbe e o Seles, numa extensão de 80 quilómetros, permitiu maior fluidez ao tráfego rodoviário e as trocas comercias. No passado, os automobilistas precisavam de quatro horas para fazer o trajecto, mas hoje fazem-no em apenas uma hora e meia e as trocas comerciais aumentaram.

Administrador Alfredo Van-Dúnem
Fotografia: Fernando Camilo

A asfaltagem da estrada entre o Sumbe e o Seles, numa extensão de 80 quilómetros, permitiu maior fluidez ao tráfego rodoviário e as trocas comercias. No passado, os automobilistas precisavam de quatro horas para fazer o trajecto, mas hoje fazem-no em apenas uma hora e meia e as trocas comerciais aumentaram.
Os agricultores e camponeses estão satisfeitos por ser possível escoar os produtos do campo, com maior facilidade, para os mercados de Luanda. O administrador municipal do Seles, Alfredo Pereira dos Santos Van-Dúnem, disse ao Jornal de Angola que a reabilitação da via trouxe benefícios aos habitantes que viram os seus negócios a progredir.
Vários projectos agro-pecuários estão a surgir no município do Seles. Os empresários também vão aparecendo, embora de forma tímida. No âmbito do programa de desenvolvimento municipal de combate à pobreza está em curso a reabilitação e ampliação da escola do ensino primário na área da Obra e uma outra no Wake.
 Está igualmente a ser reabilitada a escola do primeiro ciclo do ensino secundário11 de Novembro.
Além das escolas em reabilitação foram edificadas mais seis escolas nas aldeias.
 No presente ano lectivo 26 mil alunos frequentam os diferentes níveis de ensino e o município tem 200 professores.Mais de três mil crianças estão ainda fora do sistema de ensino. Alfredo Pereira dos Santos Van-Dúnem referiu que a administração quer aumentar o número de professores e construir mais escolas para absorver todas as crianças no sistema público de ensino.

Falta de médicos

A Administração Municipal do Seles, no âmbito do programa de cuidados primários de saúde, reabilitou e ampliou os postos de saúde da Catanda, Mona do Fonseca, Capolo Amboiva e da Botera.
Na sede municipal, o hospital do Seles tem 54 camas, além de ter sido montado o bloco operatório, facto que deixa satisfeitos os habitantes da localidade.
O município tem 23 unidades sanitárias, das quais um centro de referência e um hospital.
Asseguram os serviços cinco médicos e 35 enfermeiros, insuficientes para acudir à procura.
O administrador Alfredo Pereira dos Santos Van-Dúnem precisou que para cobrir todo o município são necessários mais 200 enfermeiros e um médico ortopedista. E realçou a necessidade da ampliação ou construção de um novo hospital.
O Seles tem sérios problemas no abastecimento de água. A população da sede municipal está numa situação difícil. A administração prevê a construção de tanques e reservatórios domiciliários a ser abastecidos através de cisternas, enquanto se aguarda pelo Programa Água para todos.
O fornecimento de energia eléctrica à sede municipal é garantido por grupos geradores que trabalham com muitas limitações e originam enormes gastos em combustíveis e lubrificantes.
A grande preocupação da administração prende-se com a extensão da rede eléctrica aos bairros periféricos, enquanto se aguarda pela energia da barragem hidroeléctrica de Cambambe.

Apoio à agricultura

No município do Seles, na província do Kwanza-Sul, produz se o milho, feijão, ginguba, mandioca, banana, cana-de-açúcar, hortícolas, gado caprino e aves.
Seles é uma região potencialmente rica rica em agricultura, mas à população camponesa encontra dificuldades para escoar os produtos do campo para o mercado.
No quadro do fundo de campanha agrícola, no município foram contemplados 2.500 camponeses, organizados em 302 cooperativas e associações.
Na época agrícola passada a safra cifrou-se em 302.666 toneladas de diversos produtos agrícolas, mas este ano o quadro é diferente, devido à estiagem.
O município do Seles tem agências do Banco Keve, BIC e BPC e está prevista a instalação do balcão do Banco do Fomento Angola (BFA).  A localidade dispõe de  três comunas: a sede, Amboiva e Botera e 120.753 pessoas.

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