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Colheita do café com início promissor

Manuel Tomás | Sumbe

A primeira fase da colheita do café comercial na província do Kwanza-Sul atingiu cerca de duas mil toneladas de café comercial até à primeira quinzena de Agosto, sendo metade apenas no município do Amboim, revelou o chefe de departamento provincial do Instituto Nacional do Café (INCA), Magalhães Lourenço.

A primeira fase da colheita do café comercial na província do Kwanza-Sul atingiu cerca de duas mil toneladas de café comercial até à primeira quinzena de Agosto, sendo metade apenas no município do Amboim, revelou o chefe de departamento provincial do Instituto Nacional do Café (INCA), Magalhães Lourenço.
O responsável do INCA no Kwanza–Sul considerou de positivo o resultado e disse que tal se deve à combinação de vários factores, que contribuíram para o cedo amadurecimento do café.
Magalhães Lourenço informou que na província estão controlados 6.916 produtores familiares, que constituem o grupo alvo do INCA, sendo os números ainda “provisórios, pois o balanço da campanha de colheita, iniciada em Junho, será feito apenas na segunda quinzena deste mês”.
Para ele, é prematuro adiantar dados exactos sobre a colheita na sua totalidade devido às dificuldades de acesso a várias zonas cafeícolas, como a Damba do Kuhungulo, comuna do Gungo e outras localidades do município do Seles, que ainda não enviaram os dados estatísticos. Por isso, prevê-se uma colheita superior à do ano passado, que totalizou para cima de 2,5 mil toneladas de café comercial.
Magalhães Lourenço disse que no Amboim foi desenvolvido um projecto experimental que consistiu na reabilitação das lavras de café abandonadas que, depois, foram transformadas em pequenas unidades de produção familiar que se vieram juntar às anteriores 4.916.
O responsável disse que “esta reabilitação trouxe resultados positivos porque se notou um aumento tanto em termos produtivos como no rendimento dos cafezeiros por cada hectare. O município do Amboim beneficiou da formação de 13 cooperativas devidamente legalizadas, um centro de serviços agrários das cooperativas, órgão que vai encarregar-se da organização e comercialização do produto.
Magalhães Lourenço considerou de “positiva” a parceria existente entre o INCA e a Clusa, uma Organização Não-Governamental norte-americana que se ocupa de cooperativas, o que permitiu a formação de extensionistas, capacitação de formadores de brigadas técnicas, chefes de produção das associações e cooperativas e constituição de uma escola de campo.
A região do Libolo é a que concentra maior número de cafeicultores, com 291 entre grandes e médias empresas, cuja produção ronda em média 1.250 toneladas de café comercial por ano.
A fazenda Cabuta, no Libolo, é um exemplo disso. Possui uma implantação de 72 hectares de café arábica irrigados via “pivot”, está a beneficiar da instalação de um equipamento de processamento via húmida e constitui uma mais valia para a província por ser um grande investimento nesta região.
  
Novos viveiros

Este ano, segundo o chefe de departamento do INCA, vão ser produzidas 1,4 milhões de mudas na região cafeícola do Kwanza-Sul, tendo sido já escolhido o local onde vão ser instalados os respectivos viveiros, enquanto a estação regional da Gabela procede actualmente à distribuição de sementes e bolsas de polietileno.
Magalhães Lourenço afirmou que o Kwanza-Sul possui “excelentes” condições climáticas para a produção das espécies de café robusta e arábica. Assim, está a ser relançada a produção do café arábica, um projecto iniciado em 2007 em parceria com Ajuda Angolana para o Desenvolvimento (AAD), a ONG Oikos e o INCA, beneficiando cerca de 516 famílias de 23 aldeias.
Este ano, para o município do Mussende, está projectada a produção da espécie arábica com financiamento da Oikos e participação da AAD e INCA, cujo objectivo é a utilização da floresta sustentável com a cafeicultura familiar, o que vai levar à instalação de cafezais mistos com árvores de fruta e sombra. 
Magalhães Lourenço assegurou que no Mussende estão a ser dados “passos para a criação de capacidade de secagem, descasque e armazenamento do café”.
Para o processo de comercialização, o INCA trabalha aturadamente na disponibilização de informação periódica aos produtores de café sobre as tendências do preço no mercado, mediante a emissão de um boletim elaborado pela Clusa.

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