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Combate ao absentismo entre as prioridades

Casimiro José| Gabela

A vice-governadora do Cuanza Sul para o sector político e social apelou terça-feira, na sede da comuna do Assango, município do Amboim, às comunidades a apostarem na denúncia de professores faltosos.

Para o presente ano lectivo estão matriculados em comunidades da província do Cuanza Sul milhares de alunos em diversos níveis de ensino
Fotografia: Dombele Bernardo| Edições Novembro

Maria de Lourdes Veiga, que falava durante o acto de abertura do ano lectivo 2017, reiterou que o alcance da qualidade de ensino na província, e no país em geral, passa pelo compromisso que os professores devem ter para com a sociedade, visando formar o homem, dotando de competências técnicas aos cidadãos em torno do desenvolvimento social e económico. “O país necessita de professores comprometidos com a profissão de ensinar as novas gerações, por isso devem primar pela pontualidade e assiduidade no local de trabalho”, defendeu a governante, para quem as comunidades são chamadas a denunciarem as más práticas que decorrem da ausência constante dos professores nas escolas em que estão colocados.
Maria de Lourdes Veiga preconizou o reforço dos mecanismos de gestão rigorosa do processo de ensino e da liderança nas escolas, como condição para se atingirem os resultados preconizados pelo Executivo angolano. “Temos consciência de que muito se fez para que chegássemos ao estado actual no sector da Educação, mas temos de aprimorar os mecanismos de gestão do processo de ensino e aprendizagem e fortalecer as lideranças nas escolas.”
Maria de Lourdes Veiga considerou como   desafio no presente ano lectivo a ampliação do sistema de inspecção escolar nas instituições escolares, por formas a melhorar o desempenho dos professores, como premissa para a melhoria da qualidade do ensino na província.
“Temos de adoptar mecanismos de controlo rigoroso nas escolas, sobretudo do ensino primário, para que seja observado o princípio de pontualidade por parte dos professores, para podermos alcançar o sucesso escolar.”
A vice-governadora provincial para o sector político e social  reconheceu o défice que se regista ainda no sector da Educação, em termos de infra-estruturas escolares e de professores, situações que provocaram a existência na província de um elevado número de crianças em idade escolar fora do sistema de ensino. “Registamos com apreensão a existência de muitas crianças em idade escolar fora do sistema normal do ensino e, para darmos resposta à procura, temos de, nos próximos tempos, construir mais escolas e recrutar mais professores.”
Maria de Lourdes Veiga anunciou que em comparação com o ano lectivo transacto regista-se um aumento de mais alunos inseridos em distintas escolas e em diferentes níveis de ensino, cujo processo conta com o ingresso de 56 mil novos alunos, que somando com a anterior massa estudantil perfaz um total de 544.472 alunos que vão frequentar o presente ano lectivo.
Quanto às infra-estruturas escolares, Maria de Lourdes Veiga assegurou que vão entrar em funcionamento 147 novas salas de aula, que vão ser asseguradas por um universo de 8.968 professores.
“O Governo da província vai concluir, este ano, as obras iniciadas em anos anteriores, reforçar o diálogo permanente com os parceiros sociais e agentes da educação, para fortalecer o binómio escola-comunidade, bem como envolver  o sector da Educação na identificação e solução dos problemas que afectam a classe docente”. A dinamização do desporto nas escolas, promoção do hábito de leitura nas comunidades e a ampliação da merenda escolar nas escolas do ensino primário foram referidos pela vice-governadora para o sector político e social como um desafio  que o Governo da província se propõe para o presente ano lectivo.

Formação contínua


O director provincial do Cuanza Sul da Educação, Ciência e Tecnologia, Francisco Júnior, defendeu o processo contínuo de capacitação e aperfeiçoamento pedagógico dos professores da região, bem como transformar a escola num centro de socialização.
Francisco Júnior anunciou que, para este ano lectivo, vão funcionar em toda a extensão da província do Cuanza Sul 525 escolas, correspondentes a 5.235 salas de aulas, com 9.139 professores e com um universo de 466.431 alunos matriculados nos vários subsistemas de ensino.
Francisco Júnior garantiu a existência de material e equipamentos escolares para o sucesso do ano lectivo 2017. “Já distribuímos material e equipamentos escolares em todas as zonas e direcções de escolas, por isso temos as condições preparadas para o sucesso do processo de ensino e aprendizagem ao nível da província do Cuanza Sul.”
Durante o acto de abertura do ano lectivo foram lidas mensagens dos alunos,  sindicato de professores e da associação dos professores, que reconheceu os ganhos alcançados e solicitaram ao Executivo a continuidade da construção de escolas e dos concursos públicos para admissão de mais professores.

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