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Comuna de Atoma à espera de investidores

Casimiro José | Cassongue

As fazendas agrícolas da comuna de Atoma, no município de Cassongue, no Cuanza Sul, estão em estado de abandono. As vias de acesso estão em mau estado, situação que preocupa as autoridades locais.

É urgente o investimento em todos os sectores para impedir a fuga da força activa para outras regiões em busca de melhores condições
Fotografia: Casimiro José | Cassongue

O administrador da comuna, Bernardo Maurício,  informou ao Jornal de Angola que caso prevaleça a situação, adivinha-se “a fuga da força activa” para outras regiões do município em busca de emprego. Defendeu que é urgente o investimento em todos os sectores, a começar pela reparação da estrada, em estado avançado de degradação, devido às chuvas que caem na região.
Bernardo Maurício realçou o potencial agro-pecuário da região como um atractivo para grandes investimentos, mas a reparação da via principal e de outras vias secundárias é o principal desafio dos próximos tempos.
O administrador comunal de Atome referiu ainda que esta situação está a provocar escassez de produtos de primeira necessidade, como óleo vegetal, sabão e petróleo iluminante.
Outra preocupação manifestada pelo administrador está relacionada com a falta de instalações para a administração e de outros serviços que devem ser prestados aos cidadãos. A comuna de Atoma, disse, foi duramente atingida pela guerra, que nãopoupou as infra-estruturas económicas, sociais e habitacionais.
Segundo o administrador, o estado em que se encontram as vias dificulta o transporte de materiais de construção. Bernardo Maurício convidou empresários a investirem na região e aos residentes da comuna a colaborarem com as autoridades nas acções de reconstrução.  Os sectores da Saúde e da Educação na comuna também enfrentam problemas.
A comuna de Atoma tem apenas um centro de saúde com 11 camas e três postos de saúde, insuficientes para dar respostas às necessidades das comunidades.
Os serviços são assegurados por seis enfermeiros e um médico. Atome necessita de  pelo menos mais seis técnicos de saúde, segundo o administrador Bernardo Maurício.
A comuna possui apenas uma escola de construção definitiva e três de carácter provisório. Trabalham 49 professores, que dão aulas da  iniciação à nona classe.
Por falta de professores e escolas, estão fora do sistema normal de ensino e aprendizagem 720 crianças em idade escolar. O administrador Bernardo Maurício garantiu que o processo de alfabetização já é um facto, com 530 alfabetizandos.

Agricultura e comércio

A comuna do Atome tem terras férteis em que são cultivados sobretudo milho, feijão, ginguba,mandioca, banana e óleo de palma.
Na comuna estão constituídas cinco associações de camponeses, mas a produtividade está condicionada por falta de apoios em sementes melhoradas, fertilizantes, pesticidas e instrumentos de trabalho, como enxadas, catanas e charruas.

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