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Comuna do Botera à espera da reconstrução

Casimiro José | Sumbe

A sede da administração comunal da Botera, situada a 30 quilómetros da sede municipal do Seles, província do Kwanza-Sul, clama por acções de recuperação de infra-estruturas e outros serviços que permitam devolver aos seus habitantes uma vida condigna.

Administrador Segunda Joaquim Bira
Fotografia: Casimiro José

A sede da administração comunal da Botera, situada a 30 quilómetros da sede municipal do Seles, província do Kwanza-Sul, clama por acções de recuperação de infra-estruturas e outros serviços que permitam devolver aos seus habitantes uma vida condigna.
De acordo com o administrador comunal, Segunda Joaquim Bira, as populações enfrentam enormes dificuldades, desde a falta de sementes melhoradas, fertilizantes, pesticidas, tractores para a lavoura e corrente eléctrica domiciliária e pública. A comuna enfrenta, ainda, dificuldades que se prendem com a falta de professores, enfermeiros, ambulâncias e estabelecimentos comerciais para suprir as carências, em termos de produtos industriais, como sabão, óleo alimentar, petróleo de iluminação e outros bens indispensáveis ao consumo humano.
Para inverter o quadro, estão em carteira dois projectos que aguardam pelo financiamento, através do Fundo de Apoio de Gestão Municipal, com acções viradas para a construção da sede da administração comunal, da residência do administrador, de dois centros de saúde e de uma escola com 6 salas no posto administrativo de Catanda, segundo explicou Joaquim Bira ao Jornal de Angola. Os projectos também contemplam a construção de um posto policial na comuna, reabilitação do sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável, construção da central eléctrica e aquisição de grupos geradores para devolver a dignidade aos seus habitantes.

Saúde e educação são outro problema

Com uma população de 20.382 habitantes, a rede sanitária da comuna é composta por 42 postos de saúde, com apenas três enfermeiros formados e auxiliados por monitores locais, com uma prestação de serviços muito aquém das necessidades das populações. As doenças mais frequentes são a malária, diarreicas e respiratórias agudas, infecções urinárias, parasitoses intestinais e gastrites, de acordo com as autoridades sanitárias,
O sector da educação não foge à regra em termos de dificuldades. Para o presente ano estão matriculados 3.724 alunos, da iniciação até a 9ª classe. A comuna possui 25 escolas, entre primárias e do I ciclo e estão em serviço efectivo 60 professores.
O administrador comunal mostrou-se confiante quanto à alteração do cenário actual, sublinhando que o governo está empenhado na procura de soluções para a melhoria das condições das populações. “Temos esperança de ver resolvidos os problemas que afligem as populações da comuna, pois o Programa de Investimentos Públicos traçado para o presente ano contempla acções que vão mudar o quadro actual”, frisou.
“Os estragos do conflito armado foram enormes nesta circunscrição e a reconstrução vai exigir avultados recursos financeiros, empenho de todas as forças vivas e tempo”, salientou.
A concluir, pediu à sociedade civil e às igrejas que se juntem aos esforços do governo na identificação e solução dos problemas que afectam as populações.

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