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Comuna do Condé está a ganhar uma nova imagem

Casimiro José | Sumbe

A comuna do Condé, Kwanza-Sul, está a ganhar dinamismo, fruto das obras de construção e de reabilitação de infra-estruturas escolares e habitacionais, criando expectativas animadoras nas populações, disse, ao Jornal de Angola, o seu administrador.

A comuna do Condé, Kwanza-Sul, está a ganhar dinamismo, fruto das obras de construção e de reabilitação de infra-estruturas escolares e habitacionais, criando expectativas animadoras nas populações, disse, ao Jornal de Angola, o seu administrador.
Com uma população estimada em 96 mil habitantes, distribuídos por quatro povoações e 36 bairros, a comuna, afirmou José Eduardo, necessita de maior impulso no sector privado para garantir bens e serviços à população.
O administrador referiu que foi gizado um programa, remetido ao governo da província, contemplando acções de reabilitação de infra-estruturas sociais e de habitações para responder às necessidades da população.No âmbito do programa de melhoria e aumento da oferta de bens e serviços sociais básicos à população, decorrem, desde o ano passado, obras de construção de sistemas de captação e distribuição de água para beneficiarem a sede comunal e as localidades de Diquita e Quilemba.
Estão também a ser construídas duas escolas, uma com três salas e outra, com seis, nas localidades de Cambula e Chongolo, um posto de saúde e casas.

Saúde e Educação

Entre as acções programadas, no quadro das competências do Executivo e do governo provincial, contam-se a requalificação da sede comunal, a construção de casas para funcionários públicos e a reabilitação de estradas secundárias e terciárias e as respectivas pontes. Os sectores da educação e saúde enfrentam dificuldades de ordem conjuntural, mas, de acordo com as autoridades comunais, estão a ser feitos esforços, principalmente no domínio da construção de infra-estruturas, para se inverter o quadro.
A rede sanitária tem um centro de saúde e dois postos médicos nas povoações de Balaia e Sanga. Ao todo, estão em serviço efectivo sete enfermeiros de vários escalões.
O administrador declarou que é necessário mais um centro médico e, pelo menos, um médico e 30 enfermeiros.Outra preocupação é a falta de uma ambulância, pois a que a comuna tinha está avariada e para o transporte doentes recorre-se aos transportes privados e em condições inadequadas.
As doenças mais frequentes no Condé são as diarreicas e respiratórias agudas, infecções urinárias e da pele e a malária.
O sector da educação dispõe de 36 escolas, 12 delas de construção definitiva. Frequentam o ano lectivo, iniciado recentemente, 8.736 alunos, da iniciação ao ensino médio. As aulas são ministradas por 149 professores.
Por falta de escolas e de professores ficaram, este ano, fora do sistema de ensino 350 crianças, dos 6 aos 14 anos. Para inverter este quadro, dizem as autoridades comunais, são precisos mais 50 professores e salas.
Quanto ao abastecimento de água potável, a situação é ainda preocupante, pois os moradores têm de recorrer ao rio Mungige e a cacimbas. O fornecimento de energia eléctrica é assegurado por um grupo gerador de 100 KVA.
No domínio da agricultura, a comuna tem quatro associações de camponeses e uma cooperativa agrícola ligada ao Ministério da Defesa.
Os principais produtos cultivados são milho, feijão, batata-doce e rena, mandioca, jinguba e hortícolas. A acção do sector empresarial privado é ainda incipiente, pois os 625 empresários médios licenciados na comuna têm dificuldades de prestarem serviços, por falta de capacidade financeira, o que origina pouca oferta de emprego aos jovens.
O administrador comunal disse que gostava de ver instalada uma rede grossista, que potenciasse os retalhistas da região, pois, lamentou, os poucos que exercem a actividade comercial debatem-se com dificuldades de transporte.

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