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Comuna necessita de investimentos

Luís Pedro e Casimiro José| Calulo

 A comuna do Quissongo, no Kwanza-Sul, vive múltiplas dificuldades de ordem social e económica, passando a sua recuperação por um conjunto de acções concertadas que permitam devolver aos seus habitantes uma vida mais digna.

O sector da Saúde dispõe apenas de um posto médico e a população ainda não usufrui de água canalizada
Fotografia: Jornal de Angola

 A comuna do Quissongo, no Kwanza-Sul, vive múltiplas dificuldades de ordem social e económica, passando a sua recuperação por um conjunto de acções concertadas que permitam devolver aos seus habitantes uma vida mais digna.
Devido à falta de infra-estruturas sociais e habitacionais e à degradação das vias de acesso, o potencial agropecuário do Quissongo está longe de proporcionar a criação de riqueza indispensável para suprir as necessidades das populações e, em muitas localidades da comuna, denota-se a falta de bens de primeira necessidade, como sabão, óleo, petróleo iluminante e outros bens que fazem falta à sobrevivência das pessoas.
Com esses condicionalismos, a comuna enfrenta dificuldades em atrair quadros que possam contribuir para o desenvolvimento social e económico da região.
O administrador comunal do Quissongo, António Armando Cazuza, disse ao Jornal de Angola que a única saída para inverter o actual quadro passa pelo envolvimento dos investidores do sector empresarial privado, nos vários ramos, com possibilidades de oferecer bens e serviços às populações da região.
Por isso, apela à classe empresarial que investa na região, no sentido de proporcionar oferta de emprego e serviços, com vista ao seu desenvolvimento social e económico.
“Estamos preocupados com a falta de investidores na região, porque muitos jovens na ânsia de satisfazerem as suas necessidades vão para a sede do município (Libolo) ou para outras localidades da província à procura de emprego, e a comuna fica despovoada da sua força activa”, disse.
Outro factor constrangedor apontado pelo administrador comunal é o estado das vias secundárias e terciárias e respectivos pontecos que dificulta o escoamento dos produtos do campo para a cidade e vice-versa, cuja solução está fora do alcance da administração. Com esta situação, referiu, muitos produtos dos camponeses acabam por se deteriorar nos campos de cultivo, causando grandes prejuízos aos produtores.
Outra questão que também afligem a população é a água e saneamento. Na comuna, ainda não foi instalado o sistema de água canalizada, nem da rede de distribuição da corrente eléctrica.
 
Questões conjunturais

 
Os sectores da Saúde e da Educação também passam por dificuldades de ordem conjuntural. Na localidade, existem 15 salas de aula, das quais seis de carácter definitivo e outras de construção improvisada. Neste ano lectivo, foram matriculados 722 alunos, da iniciação à sexta classe, e as aulas são assegurados por 26 professores.
No sector da saúde, a comuna dispõe apenas de um posto médico para atender um universo de 15.203 habitantes. As patologias mais frequentes são a malária, doenças diarreicas e respiratórias agudas, sarna, infecções urinárias, febre tifóide e outras.
Potencialmente agrícola, Quissongo possui terras férteis para o cultivo de milho, feijão, ginguba, mandioca, palmares e banana.
A comuna dispõe de duas associações de camponeses, mas a sua actividade está condicionada, devido à falta de apoios em sementes melhoradas, fertilizantes, pesticidas e instrumentos de trabalho, como enxadas, catanas e charruas.
O comércio funciona de forma tímida, com a existência de quatro cantinas que fornecem bens de primeira necessidade às populações.

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