Províncias

Conda tem falta de médicos

Manuel Tomás | Sumbe

O sector da Saúde no município da Conda, no Kwanza-Sul, necessita de pelo menos três médicos especializados em distintas áreas para acudir aos casos específicos que ocorrem na localidade.

Um ângulo do hospital municipal que precisa urgentemente de médicos especializados
Fotografia: Víctor Pedro|Sumbe

O sector da Saúde no município da Conda, no Kwanza-Sul, necessita de pelo menos três médicos especializados em distintas áreas para acudir aos casos específicos que ocorrem na localidade.
Neste momento, o município conta apenas com uma médica pediatra estrangeira, que normalmente atende a maioria dos pacientes que diariamente afluem ao hospital municipal.
De acordo com o chefe de repartição municipal da Saúde, Miquinho Numboca, apesar destas dificuldades, a Conda obteve ganhos após a Independência Nacional, especialmente depois do 4 de Abril, que permitiu a construção, reabilitação e apetrechamento de 19 unidades sanitárias em toda a extensão do município. Destas, a da localidade de Maria Helena, nas cachoeiras da Binga, encontra-se temporariamente encerrada por falta de técnicos.
O responsável adiantou que o hospital municipal, que tem uma capacidade de 42 camas, chega a internar mensalmente mais de 200 pacientes. Por isso, solicita a ampliação do mesmo para fazer face às    necessidades da população, assim como defende a necessidade de se reforçar a equipa de 45 enfermeiros. Miquinho Numboca apontou que, durante o último trimestre, se registaram 4.382 casos de diferentes enfermidades, sendo 1.393 de malária, 436 de anemia, 399 de diarreia, 326 de doenças respiratórias e 262 de doenças diarreicas agudas.
Luta contra a malária paralisada
O chefe de repartição da Saúde mostrou-se preocupado com a paralisação das actividades do programa nacional de luta contra a malária. Segundo o responsável, tal deve-se ao facto de ter sido reduzido, em Agosto último, o efectivo de sete para apenas três técnicos por alegada falta de incentivos.
Miquinho Numboca pediu às estruturas ligadas ao sector para envidarem esforços no sentido de ser retomado o curso normal do programa, para evitar o aumento do número de internamentos no hospital, sobretudo nesta época chuvosa.
De acordo com o responsável, no terceiro trimestre deste ano, o hospital registou 111 nascimentos, dos quais três nados mortos. A nível dos postos sanitários registaram-se 103 nados vivos e nove vieram a falecer.

Tempo

Multimédia