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Conselho analisa processo de doação de sangue

Casimiro José | Calulo

O Conselho provincial do Kwanza-Sul  da Cruz Vermelha de Angola (CVA) traçou, no sábado,  na vila de Calulo, município do Libolo, o seu plano de acção para o ano 2013, durante a sua primeira reunião ordinária.

O exercício filantrópico de qualquer organização requer métodos de actuação que exigem visão e acima de tudo amor ao próximo
Fotografia: Casimiro José|Calulo

Orientada pelo presidente da Cruz Vermelha de Angola no Kwanza-Sul, Isaías Bumba Luciano, a primeira reunião ordinária do conselho provincial da organização debateu, entre outros, aspectos relacionados com a situação salarial dos seus funcionários, participação da CVA a nível local em programas de impacto social, nomeação do novo representante no município do Amboim, apresentação, discussão e aprovação do relatório de actividades do ano transacto e do plano de acção para 2013.
Os membros do conselho provincial  constataram que o processo de doação de sangue para salvar vidas está a transformar-se num negócio devido a carência que se regista nos estabelecimentos hospitalares nos momentos cruciais e defenderam a necessidade de se criarem mecanismos que possam inverter o actual quadro.
Assim, os membros da CVA no Kwanza-Sul entendem que devem ser levadas a cabo campanhas de sensibilização nas comunidades sobre a necessidade de prevalecer o carácter solidário, sobretudo quando se trata de salvar vidas.
A reunião ordinária permitiu aos membros tomar conhecimento sobre a participação da Cruz Vermelha em programas de impacto social do Governo e foi recomendado ao secretariado executivo a redobrar esforços no sentido de corresponder às expectativas em torno dos referidos programas, liderados pelos órgãos da Administração Pública. Durante a reunião foi aprovado o relatório de actividades de 2012 e os participantes consideraram que o secretariado esteve à altura de executar as acções a que se propôs no decurso do ano, apesar dos constrangimentos havidos, tendo recomendado a recondução das actividades inseridas nos principais eixos de acção do programa de 2012 que não foram concluídas para o plano de 2013.
Na reunião ordinária da CVA foi igualmente aclamado o programa referente ao ano de 2013 que, dentre outras acções, vai incidir na interacção entre o secretariado executivo com   as administrações municipais e com os sectores da Saúde, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Assistência e Reinserção Social, Comunicação Social e  Interior (Protecção Civil e Bombeiros), bem como o da Educação para uma concertação permanente, quer em acções assistenciais quer na solução da falta de infra-estruturas escolares e sanitárias.
A continuidade do processo de localização familiar, sensibilização de cidadãos sobre a importância de doar sangue, estabelecimento de contactos com todas as administrações municipais para as acções coordenadas em torno das acções dos serviços e cuidados primários de saúde pública, constam igualmente no programa de acções para este ano da Cruz Vermelha de Angola.

Atraso salarial

O secretário do conselho provincial da Cruz Vermelha de Angola, Carlos Alberto da Silva, considerou preocupante a situação salarial dos seus efectivos, pois, referiu, o caso arrasta-se desde Novembro do ano transacto e o órgão central remeteu-se ao silêncio. Em função disso, os membros do conselho provincial da Cruz Vermelha de Angola registaram com apreensão o problema do atraso salarial dos funcionários do órgão, tendo recomendado ao secretariado executivo no sentido de serem empreendidos esforços visando obter esclarecimentos sobre a situação junto da instância superior. Na sessão de abertura, o presidente do conselho provincial da Cruz Vermelha, Isaías Bumba Luciano, afirmou que nos últimos tempos têm surgido, inesperadamente, calamidades naturais e outros sinistros, resultantes da actividade humana, com consequências imprevisíveis.
Acrescentou que a situação remete a instituição a uma série de reflexões sobre o seu posicionamento em matéria de assistência humanitária para ajudar as pessoas necessitadas. Isaías Bumba Luciano lembrou  que  o exercício filantrópico de qualquer organização requer métodos de actuação que exigem visão e, acima de tudo, amor ao próximo e prontidão para estender a mão a quem necessite por parte dos seus membros.
Para se concretizar tal desiderato, salientou, é necessária a união e a conjugação de sinergias para que outras pessoas colectivas e singulares possam se rever no objecto que a Cruz Vermelha de Angola se propôs.
A reunião ordinária foi testemunhada pelo membro do secretariado nacional da CVA, António Evaristo Lemos, e o discurso de encerramento foi proferido pelo administrador municipal adjunto do Libolo, Manuel José Curiquexila que louvou a iniciativa com a realização da reunião no seu município e encorajou o secretariado do conselho provincial da CVA a continuar empenhada em acções humanitárias, salientando que a Cruz Vermelha de Angola já deu provas de maturidade.

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