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Crédito agrícola apoia produção

Casimiro José | Quibala

O administrador adjunto do município da Quibala, Fernando Camunda, garantiu que o crédito de campanha aprovado pelo Executivo constitui a mola impulsionadora para o alargamento de espaços cultiváveis.

Camponeses têm recebido vários apoios para aumentarem a produção no âmbito do programa de combate à pobreza
Fotografia: Casimiro José

O administrador adjunto do município da Quibala, Fernando Camunda, garantiu que o crédito de campanha aprovado pelo Executivo constitui a mola impulsionadora para o alargamento de espaços cultiváveis e, ao mesmo tempo, vai permitir a diversificação das culturas nas áreas abrangidas.
De acordo com o responsável, o município da Quibala beneficiou de um tecto de 26.521.917 kwanzas, através do Banco Sol, que está a beneficiar nove associações que integram 385 famílias camponesas. Na segunda fase de implementação deste projecto, mais quatro cooperativas e igual número de associações vão beneficiar do programa, que lhes vai permitir adquirirem equipamentos agrícolas, fertilizantes, pesticidas e sementes melhoradas, como premissas para o relançamento da produção por parte das famílias camponesas e dos agricultores.
Para o responsável, a resolução nº13/2009, de 6 de Fevereiro, do Conselho de Ministros, que cria a linha especial de crédito de campanha, é um instrumento valioso na senda do combate à fome e à pobreza. Graças a ela, de há um tempo a esta parte, os camponeses, que antes não dispunham de valores monetários, estão a adquirir inputs agrícolas. “A vontade não bastava, eram necessários inputs, pois estes propiciam o desenvolvimento da produção”, explicou.Fernando Camunda atribui o mérito às políticas de descentralização administrativa e desconcentração financeira adoptadas pelo Executivo angolano que, de acordo com as especificidades de cada circunscrição municipal, respondeu às tarefas mais prioritárias para banir as preocupações das populações.
 
Reabilitação de infra-estruturas

A vila da Quibala começa a erguer-se dos escombros, com os esforços dos operários, camponeses e intelectuais, que vão recuperando o tempo para que brevemente os seus habitantes e visitantes possam viver com dignidade.
A administração municipal está a implementar um vasto programa de acções, concebido com base no programa de reconstrução nacional.Entre as acções de vulto, o Jornal de Angola constatou a execução de vários projectos de impacto social, muitos deles em fase conclusiva.O palácio municipal da Quibala, por exemplo, está completamente reabilitado e ampliado, contando com um piso e aguardando apenas pelos apetrechos.
O mesmo vai contar com uma residência protocolar para acolher delegações oficiais que visitem o município.Por ser uma zona de trânsito, a Sociedade Nacional de Combustíveis (Sonangol) está a construir na localidade três bombas de combustível, já estando uma delas concluída.Para incentivar a prática desportiva, foi reabilitado o campo de basquetebol. Está prevista a reabilitação do campo infantil, do mini-mercado municipal, e de um sistema de captação, tratamento e distribuição de água e de corrente eléctrica.Constam igualmente do pacote de acções para o corrente ano, a construção da sede administrativa do município e das comunas, e de residências para os administradores comunais do Lonhe e Ndala-Cachibo.
De acordo com Fernando Camunda, a reabilitação de estradas secundárias e terciárias e respectivos pontecos afigura-se como tarefa urgente, para permitir o escoamento dos produtos do campo para a cidade, e vice-versa.

Redução da malária

No âmbito das acções levadas a cabo pelo governo provincial, foi recentemente construído de raiz um lar de estudantes, completamente apetrechado.O programa de investimentos contempla ainda acções de reabilitação e construção de mais infra-estruturas em todo o município, disse a chefe da repartição local da Educação, Conceição Cunha.Segundo explicou, Quibala, que possui 28 escolas, perfazendo um total de 196 salas, tem registo de 14.924 alunos matriculados, da iniciação ao ensino médio, neste ano lectivo. Pelo menos 537 professores estão em serviço efectivo nos vários escalões de ensino, mas a falta de espaços e de mais docentes deixaram de fora do sistema 5.899 crianças dos seis aos 14 anos.
Quanto à Saúde, o sector registou nos últimos tempos avanços consideráveis, através do Programa da Luta Anti-vectorial de combate à malária, de acordo com o chefe de repartição municipal da Saúde, Afonso Ernesto Mungongo.
A malária e outras doenças estão a diminuir, graças à estratégia do sector, que conta com a colaboração das populações. O grande problema é a falta de uma morgue, o que cria embaraços.A rede sanitária do município compreende um hospital municipal e um centro médico, e oito postos de saúde, instituições espalhadas pelas comunas do Lonhe, Cariango e Ndala-Cachibo e nos sectores administrativos de Katofe e Muquitixe.Quanto à construção e reabilitação de unidades sanitárias, as autoridades vão construir este ano três postos de saúde, nas localidades de Shell, Tari e Tuto.

Intervenção do sector privado

A intervenção do sector privado é notória na oferta de bens e serviços, tendo sido já instaladas duas panificadoras e um mini-mercado em Katofe, sendo que a área de hotelaria e turismo está em relançamento, através de pequenas iniciativas.O município da Quibala possui grandes iniciativas empresariais no ramo agropecuário, com destaque para as fazendas Cambondo, Mato Grosso, Fazenda Mena, Pró-cana, Terra do futuro e Aldeia Nova, esta última em Katofe.
Fernando Camunda apelou os munícipes no sentido de colaborarem na execução dos projectos em curso, para que se atinjam os índices do desenvolvimento social e económico da região.
Além disso, referiu a necessidade das populações evitarem a descriminação dos cidadãos que durante muito tempo viveram fora do município, uma vez que estes podem contribuir com o seu saber no desenvolvimento do município.

Regedor reconhece esforços

O regedor da Quibala, soba José Gouveia Ndunda, reconheceu os esforços que as autoridades provinciais e municipais estão a desenvolver, desde o alcance da paz no país, com a reabilitação de estradas, escolas e postos de saúde.
 José Gouveia Ndunda, que controla 420 sobas, número da totalidade de bairros existentes no município, considerou que, apesar dos ganhos, há ainda pela frente um árduo trabalho por fazer para que todas as localidades tenham escolas, postos de saúde, água potável e energia eléctrica.
O município da Quibala é o centro que liga a região norte, sul e leste do país, servindo-se de uma via rodoviária reabilitada e ampliada, no quadro do programa de reconstrução nacional.
Com uma população estimada em 122.415 habitantes, ocupa uma superfície de 10.280 quilómetros quadrados e administrativamente compreende três comunas – Cariango, Ndala Kachibo e Lonhe – e duas áreas administrativas: Catofe e Muquitixe.

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