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Criados entrepostos frigoríficos para as pescas

Manuel Tomás | Sumbe

O Governo vai instalar em Porto Amboim armazéns frigoríficos, construir um porto pesqueiro e estaleiros para a reparação e manutenção das embarcações distribuídas aos pescadores.

Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas (ao centro) ladeado pela Secretária de Estado das Pescas e pelo governador provincial durante o encontro com os armadores
Fotografia: Manuel Tomás|Sumbe

O Governo vai instalar em Porto Amboim armazéns frigoríficos, construir um porto pesqueiro e estaleiros para a reparação e manutenção das embarcações distribuídas aos pescadores. Esta informação foi prestada no Sumbe pelo Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Afonso Pedro Kanga, no termo de uma visita de dois dias à província do Kwanza-Sul.
O ministro teve contactos com armadores, membros de cooperativas da pesca artesanal e outros agentes ligados ao sector da agricultura, nas cidades do Sumbe e Porto Amboim.
Pedro Kanga assegurou que os técnicos procuram as melhores soluções para o relançamento da empresa industrial Peskwanza, uma das maiores do País, que há muitos anos se encontra inoperante devido ao estado acentuado de degradação das infra-estruturas de apoio e do equipamento. Uma das soluções é estabelecer parcerias público-privadas.
O ministro Pedro Kanga anunciou que existem vários projectos exequíveis onde os recursos financeiros estão acautelados: “estamos a estudar mecanismos de financiamento dos projectos no quadro do Programa de Investimentos Públicos e no âmbito do investimento privado”.
O Executivo está apostado no relançamento da indústria têxtil. Pedro Canga visitou o projecto de relançamento do perímetro irrigado do algodão em curso na área da Gangula (Sumbe) numa extensão de cinco mil hectares e constatou que “tudo corre em bom ritmo” faltando apenas pôr em funcionamento o sistema de energia eléctrica e do abastecimento da água captada no rio Kuvo, onde se encontram os reservatórios.
Pedro Kanga disse que o Executivo “está decidido em relançar a produção do algodão e reabilitar a indústria têxtil porque não podemos continuar a importar tecido, quando temos possibilidades e potencialidades para produzir tecidos como antigamente”.
Na visita efectuada às instalações da Mecanagro, no Sumbe, Afonso Pedro Kanga, foi informado que algumas brigadas têm problemas com o pagamento de salários, devido a dívidas contraídas por empresas do sector público e privado que beneficiaram dos serviços e não pagaram. O ministro tranquilizou os trabalhadores e garantiu que “o assunto está a merecer o devido tratamento”.

Pescadores artesanais

Num documento apresentado ao ministro Pedro Kanga, os pescadores da comuna de Quicombo (Sumbe) pedem uma solução para as avarias que assolam as embarcações e a reposição de outras destruídas no ano passado pelas calemas, dificultando o reembolso dos empréstimos bancários.
“Outro problema dos pescadores é o arrasto constante das redes e outros apetrechos de pesca por parte de embarcações de grande porte de várias nacionalidades. São necessários meios de fiscalização no mar controlando as artes de pesca artesanal”, diz a mensagem dos pescadores.
Na comuna de Quicombo estão sedeadas as cooperativas Boa Sorte, Nova Geração, Boa Esperança e Primeiro de Agosto que enquadram 260 pescadores dos quais 120 são do sexo feminino, que trabalham na transformação do pescado.
Afonso Pedro Kanga esclareceu que a lei proíbe as artes dos arrastões em parelha e as autoridades estão a trabalhar para banir essa prática com o reforço da capacidade para fiscalizar, por isso os estão a ser dotados com novos meios e já foi aprovado pelo Executivo um contrato de aquisição de embarcações e equipamentos modernos para a fiscalização.
O ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, acompanhado pela Secretária de Estado das Pescas, Vitória de Barros, do governador provincial, Serafim do Prado e de outros quadros do seu pelouro, visitou o bananal da “fazenda Boa-venturança” pertencente ao grupo privado Mundo Verde com mais de 75 hectares onde também se produz batata e hortícolas.
O ministro disse que o Kwanza Sul está a marcar passos seguros para aumentar a produção alimentar e assim combater a fome e a pobreza, criando igualmente novos postos de trabalho.

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