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Cuanza Sul com mais casos de malária

Vítor Pedro| Sumbe

A oficial do programa de combate à malária na província do Cuanza Sul, Yucelma Constantino, anunciou ontem no Sumbe que foram notificados na província 100 mil casos nos primeiros quatro meses do ano, o que representa um aumento.

Campanhas de sensibilização e educação ao domicílio fazem com que a população recorra aos hospitais logo após os primeiros sintomas
Fotografia: Victor Pedro| Sumbe

O programa tinha registado, entre Janeiro e Abril do ano transacto, 94 mil casos de malária. As mortes por paludismo reduziram substancialmente. Nestes quatro meses registaram-se 140 óbitos, contra 198 de igual período do ano findo.
Uma das saídas para se inverter o actual quadro tem a ver com o cumprimento das acções contidas no programa de prevenção, luta anti-larval, fumigação dos bairros e eliminação de águas paradas.

Educação sanitária

Campanhas de sensibilização e educação ao domicílio estão previstas, através de activistas afectos à instituição e de parceiros sociais que vão percorrer os bairros e as casas.
A campanha de sensibilização nas comunidades envolve 50 activistas e dez brigadistas, começando pelo município Sumbe, como experiência piloto, seguindo-se para os demais municípios da província.
O programa realizou desde Janeiro, acções de formação sobre as modalidades de combate à malária, que beneficiaram 100 técnicos de saúde. Os técnicos receberam formação sobre as novas políticas do controlo da malária e dos procedimentos de actualização dos quadros no cuidado a ter com doentes.

Combate à tuberculose


O programa provincial de combate à tuberculose no Cuanza Sul registou, de Janeiro a Abril, 367 casos da doença, o que significa uma redução de 31 notificações em relação a igual período do ano transacto.
O supervisor provincial do programa, Antero Paulo, disse que dos casos registados, 130 foram novos, 60 dos quais foram curados, 24 anularam o tratamento, cinco desistiram e registou-se a morte de dois doentes. Os municípios do Sumbe, Porto Amboim e Libolo foram os que mais casos registaram, disse Antero Paulo, tendo apontado a falta de cuidados com a alimentação, uso excessivo de bebidas alcoólicas caseiras, como as principais causas do surgimento da patologia na região.
As autoridades sanitárias locais estão a levar a cabo diversas acções para baixar os índices de mortalidade nas comunidades. 

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