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Defendida a uniformização dos conteúdos curriculares

Casimiro José | Sumbe

Docentes do Instituto Nacional de Petróleos (INP) da província do Cuanza Sul e Médio Industrial de Luanda (IMIL) defenderam, no sábado, na cidade do Sumbe, durante as segundas jornadas pedagógica, a uniformização de conteúdos curriculares que permitam formar técnicos angolanos com competências e que satisfaçam o mercado nacional.

As jornadas pedagógicas, realizado no âmbito do protocolo de cooperação entre as duas instituições, serviram para identificar as valências nas componentes de orientação dos projectos tecnológicos, experimentação nas oficinas de electromecânica e nos laboratórios de química, entre outros.
O coordenador da área mecânica e mecatrónica do IMIL, Jorge Manuel Marques, considerou oportunas as jornadas por propiciarem aos docentes das instituições obterem maior conhecimento sobre os desafios a ter em conta para que os institutos tenham o mesmo programa curricular, dando garantias para a formação de técnicos qualificados.
Jorge Marques disse que o protocolo de cooperação entre o INP e o IMIL pode servir de exemplo para outras instituições do país, sublinhado a necessidade de as instituições académicas com a mesma vocação trabalharem em sintonia para que se possa produzir resultados promissores. O director pedagógico do INP, Alegria Raul Joaquim, admitiu haver grandes vantagem na  cooperação das duas instituições, pois permite racionalizar os equipamentos disponíveis, como oficinas, laboratórios, tendo reconhecido as múltiplas valências do IMIL, que conta com 22 cursos técnicos. />“Procuramos entender durante as jornadas pedagógicas o quanto é benéfico para o INP esta cooperação, porquanto o IMIL possui valências no domínio curricular, como na componente tecnológica, daí o nosso interesse em partilhar conhecimentos”, ressaltou o director pedagógico do INP.
Alegria Raul Joaquim espera que no futuro os programas curriculares das duas instituições possam se enquadrar nas componentes teóricas na ordem de 40 por cento, enquanto a componente prática deve fixar-se em 60 por cento, como garantia de um ensino técnico-profissional de qualidade.
O protocolo de cooperação que entrou na fase da sua implementação no segundo semestre de 2015 e assinado pelos responsáveis das duas instituições de formação técnico-profissional confere as partes  benefícios mutuamente vantajosos e consiste na troca de experiências em práticas laboratoriais das disciplinas de Física, Química, Electricidade, Electrónica, Mecânica, Electromecânica e Mecatrónica.
O acordo contempla ainda a troca de experiências sobre a organização e orientação das aulas práticas de mecânica e mecatrónica e trabalhos de actualização dos conteúdos.

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